Macau/99: Portugueses construíram cidade livre em Macau, diz Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 19 Dez (Lusa) - A presença de portugueses em Macau contribuiu para estabelecer uma mistura de culturas e criar uma cidade livre, disse o Governador Rocha Vieira num almoço que ofereceu a 50 personalidades portuguesas no Palácio de Santa Sancha.
"A todos esses prestamos homenagem com a certeza que a sua memória continuará a manter abertas as portas de Macau a todos os portugueses", afirmou hoje Rocha Vieira ao fazer um brinde a todos os portugueses que residiram em Macau e contribuíram para "estabelecer" no Oriente um território "singular, uma mistura de culturas e uma cidade livre".
O governador de Macau, que almoçou pela última vez no Palácio de Santa Sancha, reuniu à sua mesa "alguns dos artífices do processo de transição" do território que "contribuiu para o reforço da amizade entre Portugal e a China e para estabelecer as raízes da autonomia e da singularidade da Região Administrativa Especial de Macau".
No último almoço na residência oficial dos governadores portugueses de Macau, o cozinheiro Ah Seng preparou uma sopa de creme de cogumelos que foi servida antes dos rolinhos de linguado recheados com salmão e dos medalhões de vitela com patê.
A sobremesa, servida antes do chá ou do café, incluía bolo de chocolate com frutas frescas.
À disposição dos convidados, Rocha Vieira escolheu da sua garrafeira um Planalto Reserva de 1996 branco e um Borba Reserva de 1994 tinto.
O brinde a Jorge Sampaio - e aos portugueses que residiram ao longos dos séculos em Macau - foi feito com um Porto de Honra.
Ah Seng preparou ainda para presentear Jorge Sampaio um busto do presidente português feito de manteiga com uma mistura especial e que Rocha Vieira entregou ao mais alto dignitário lusitano presente no território.
Além do casal Rocha Vieira e Sampaio, estiveram presentes no jantar 50 convidados entre os quais António Guterres, Jaime Gama, secretários-adjuntos do Governador, Nairana Cossoró, secretários de Estado, os antigos presidentes portugueses Mário Soares e Ramalho Eanes e o ex-primeiro-ministro Cavaco Silva.
O chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau, Edmund Ho Hau Wah, anunciou recentemente que manteria o Palácio de Santa Sancha, construído em 1849, como residência oficial apesar de não residir nele.
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