Macau/99: Portugal continuará a acompanhar a aplicação da Declaração Conjunta – Guterres
Arquivo Lusa 1999
Macau, 18 Dez (Lusa) - O primeiro-ministro António Guterres prometeu hoje em Macau que Portugal continuará a acompanhar de perto a aplicação da Declaração Conjunta assinada com a China, que regula a entrega da administração do território e promete 50 anos de vida basicamente inalterada.
O governo português tem uma política externa e continuará a seguir de perto aquilo que se passará em Macau , disse António Guterres após um encontro com Edmund Ho, o chefe do Executivo da região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
Portugal nunca fecha os olhos em relação àquilo que lhe interessa , adiantou o primeiro-ministro, referindo-se ao futuro de Macau.
Respondendo a perguntas sobre a manutenção da matriz portuguesa no que toca aos direitos, liberdades e garantias, António Guterres referiu ainda que o trabalho que foi desenvolvido quer pelo governo que antecedeu o meu, quer pelo actual governo, e o trabalho que foi desenvolvido pelos últimos governadores em íntima ligação com os Presidentes da República que se sucederam, foi um trabalho notável para recuperar o tempo perdido .
O primeiro-ministro considerou ainda que em Macau se perderam muitos séculos para que a matriz portuguesa dos direitos, liberdades e garantias se mantivesse, mas realçou que foi desenvolvido um trabalho notável para conseguir o que há 15 anos parceria impossível .
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