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Macau/99: Regulamentação de línguas foi das questões mais complexas – Santana Carlos

Arquivo Lusa 1999

Macau, 17 Dez (Lusa) - O estatuto da Fundação Oriente e a regulamentação das línguas portuguesa e chinesa em Macau foram as duas questões mais complexas no seio do Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês, revelou hoje o chefe da parte portuguesa, Santana Carlos.

Ao falar a jornalistas no termo do último encontro de chefes do grupo, que realizou em Macau em 09 e 10 de Novembro a sua última reunião plenária, Santana Carlos acrescentou que, no entanto, as partes acabaram por chegar a um entendimento sobre essas duas questões.

O embaixador português garantiu ainda que em momento algum teve a tentação de abandonar as funções que desempenhou ao longo de três anos e meio.

"Se o trabalho fosse monótono essa ideia ter-me-ia passado pela cabeça. Mas foi precisamente o contrário. Foi um trabalho duro mas estimulante e apesar de todas as dificuldades encontradas  permaneci no meu lugar", salientou o embaixador português.

No final da reunião, Santana Carlos e o seu homólogo chinês Han Zhaokang assinaram três actas, duas relativas à transferência de arquivos e património da administração portuguesa para a futura Região e a terceira à continuação da participação de Macau na Intelsat.

"Se as duas primeiras actas permitem a transição da administração portuguesa para a chinesa, a terceira garante que Macau continuará a dispor de sinal de satélite depois das 24:00 do dia 19  de Dezembro", adiantou Santana Carlos.

O embaixador português aproveitou o ensejo para fazer um balanço dos 12 anos de funcionamento do Grupo de Ligação Conjunto tendo afirmado que "a parte portuguesa parte com a consciência  tranquila de ter realizado um trabalho útil para Macau e sua população".

Santana Carlos disse ainda que Portugal e a China deram um bom exemplo de cooperação à comunidade internacional ao conseguirem uma transferência serena de administração.

O embaixador agradeceu ainda ao chefe da parte chinesa Han Zhaokang a cooperação dada no grupo que permitiu que os trabalhos tivessem tido sucesso bem como aos jornalistas que serviram de elo entre o grupo e a população de Macau.

Lusa/Fim