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Macau/99: Ao Men é o “verdadeiro nome” de Macau em vídeo-clip da televisão chinesa

Arquivo Lusa 1999

Macau, 17 Dez (Lusa) - Um vídeo-clip alusivo à passagem de Macau para a administração chinesa em exibição frequente nas estações televisivas da República Popular da China (RPC), adverte que o "verdadeiro nome" do território é Ao Men (na língua oficial chinesa) e não Macau.

"Sabes que Macau não é o meu verdadeiro nome?", perguntam centenas de crianças num hino entoado em coro na escadaria das Ruínas de S. Paulo, o principal ex-libris local.

Com a fachada do templo católico ao fundo, meninos e meninas exaltam a "adorada mãe" - uma alusão à China, que depois de reintegrar Hong Kong, em 1997, acolhe às 00:00 de segunda-feira  (hora local) os cerca de 23 quilómetros quadrados administrados por Portugal, enquanto Pequim vai lembrando que a "renegada" Taiwan também "não perde pela demora".

"Estive afastada de ti demasiado tempo, Mãe! Mas o que eles roubaram de mim foi apenas o meu corpo. A minha alma foi sempre tua no fundo do meu coração!", repetem os pequenos cantores, que se apresentam com uniforme escolar e ramos de flores na lapela.

Com uma duração de quatro minutos, a canção intercala imagens de Macau - a que os portugueses também chamaram Cidade do Nome de Deus - com o movimento das ondas e um "junco" chinês a navegar.

O templo de A-Ma - onde terá nascido a cidade, segundo a lenda -, as Portas do Cerco, o Farol da Guia, a Fortaleza do Monte, o Hotel e Casino Lisboa, a Rua da Felicidade e a nova Ponte Flor de Lótus são outros símbolos da arquitectura local que as televisões da RPC exibem no vídeo-clip.

Surgem ainda a tradicional dança do dragão e uma calçada portuguesa com as crianças a entoarem "por favor, chama-me pelo nome que me sustenta. Por favor, chama-me Ao Men uma vez. Oh minha mãe, minha adorada mãe. Eu quero regressar ao teu regaço, minha Mãe!".

O vídeo termina com pessoas a festejar nas ruas, fogo de artifício... e a Grande Muralha da China.

Lusa/Fim