icon-ham
haitong

Macau/99: Desafios da transição “foram assumidos e vencidos” – Rocha Vieira

Arquivo Lusa 1999

Macau, 15 Dez (Lusa) - O governador de Macau considerou hoje que "os desafios foram assumidos, enfrentados e vencidos", durante o processo de transição para a transferência da administração do  território de Portugal para a China, domingo.

"O que se fez no passado continuará a ser feito no futuro", acentuou Rocha Vieira na sua última mensagem dirigida ao Conselho Consultivo, órgão que deixará de existir na estrutura do governo da  Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).

O governador elogiou a Administração Pública do território pelo "sentido de equipa e capacidade para participar na formação de consensos" e agradeceu a "lealdade, abertura e sentido de confiança"  demonstrada pelos membros do Conselho Consultivo.

Considerou mesmo que a Administração Pública de Macau fez tudo "para que a transição se processasse sem descontinuidades, sem prejuízos para a população e sem p"r em causa a imagem internacional de Macau".

"Deixamos escrita uma mensagem para o futuro: tornar Macau atractivo para as forças da modernização e do desenvolvimento, com respeito e garantia jurídica dos direitos individuais, com um sistema político próprio, com qualidade de vida, com equipamentos e instituições com capacidade para enfrentar os desafios da globalização competitiva", acentuou.

O Governador manifestou-se ainda convicto do dever cumprido, nomeadamente quanto aos objectivos da Declaração Conjunta e ao lançamento das bases da autonomia da Região Administrativa Especial de Macau.

"Podemos afirmar, com sentido do dever, que o Governo, o Conselho Consultivo que o apoiou e todos os que integram a administração portuguesa do território, souberam construir a ponte do entendimento para o futuro, unir Portugal à China e dar valor a Macau", concluiu.

A partir de domingo o Conselho Consultivo deixará de existir e será substituído pelo Conselho Executivo da RAEM, que terá atribuições não só de aconselhamento do chefe do executivo mas também  de definição de orientações políticas.

Lusa/Fim