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Estudantes do continente chinês retirados de Hong Kong

Pequim, 13 nov 2019 (Lusa) - Estudantes universitários oriundos do continente chinês estão a ser retirados de Hong Kong, numa altura em que a região semiautónoma chinesa é palco de confrontos cada vez mais violentos entre manifestantes antigovernamentais e a polícia.


Pelo terceiro dia consecutivo, manifestantes causaram interrupções no serviço ferroviário da cidade, bloquearam ruas e ocuparam o centro financeiro da cidade.


Os confrontos, que só na segunda-feira causaram 128 feridos e mais de 260 detenções, alargaram-se, entretanto, a alguns campus universitários.


As autoridades disseram que a polícia marítima usou um barco para ajudar um grupo de estudantes do continente a deixar a Universidade Chinesa de Hong Kong, que permaneceu barricada por manifestantes após confrontos violentos com a polícia na terça-feira.


Segundo o jornal chinês Beijing Evening News, estudantes do continente dizem que os seus dormitórios foram invadidos e que foram pintados insultos nas paredes.


Muitos estão a beneficiar de um programa que oferece uma semana de acomodação grátis em vários hotéis e albergues na cidade vizinha de Shenzhen.


Várias estações de metropolitano e de comboio foram encerradas depois de os manifestantes antigovernamentais terem bloqueado as entradas e vandalizado as instalações.


O Departamento de Educação de Hong Kong disse inicialmente que os pais podiam escolher se manteriam os filhos em casa, mas acabou por suspender as aulas nas escolas primárias e secundárias.


Pelo menos 11 instituições de ensino superior anunciaram que as aulas estão suspensas, de acordo com a emissora de Hong Kong RTHK.


Descrevendo a situação como desanimadora, a agência apelou para "as crianças em idade escolar ficarem em casa, não saírem à rua, ficarem longe do perigo e não participarem em atividades ilegais".


Na Universidade Chinesa de Hong Kong, estudantes e outros preparavam-se para confrontos com a polícia. Bombas e coquetéis Molotov iluminaram partes do campus na noite anterior, enquanto a polícia lançava gás lacrimogéneo e disparava balas de borracha contra os manifestantes.


Grupos de polícia de choque foram mobilizados para o centro de Hong Kong e territórios periféricos para tentar conter a violência.


Nos arredores da metrópole, muitos estudantes universitários estavam armados com bombas de gasolina, enquanto outros carregavam arcos e flechas.



JPI // FPA


Lusa/Fim