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Macau/99: Última visita à China de um governador de Macau

Arquivo Lusa 1999

Macau, 22 Nov (Lusa) - A visita, hoje, de Rocha Vieira a Pequim, a convite das autoridades chinesas, "espelha o entendimento, responsabilidade, amizade e boa cooperação" com que decorre o período  de transição de Macau para a China, afirmou hoje o governador.

Ao deixar Macau rumo a Pequim, Rocha Vieira reiterou que até às 24:00 de 19 de Dezembro - último dia da administração portuguesa no território - é propósito da administração local "tudo fazer" para que o processo de transição seja "coroado de êxito", objectivo que, segundo referiu, sente ser o mesmo das autoridades chinesas.

"Há um ambiente muito propício para que se consolide e se fortifique o sentido de confiança com que encaramos o futuro e o estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau", afirmou Rocha Vieira.

Ao sustentar que a sua visita a Pequim, a última de um governador de Macau, é de cortesia, Rocha Vieira deixou, no entanto, em aberto a "possibilidade de serem tratados assuntos concretos" nomeadamente no encontro que manterá com o presidente chinês, Jiang Zemin.

Além de Jiang Zemin, Rocha Vieira vai encontrar-se com o vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen, o director do Gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau, Liao Hui, e o primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yingfan.

Depois de Pequim, onde permanecerá até quinta-feira, o Governador desloca-se a Bruxelas onde vai manter contactos com os novos comissários da União Europeia para encontros que visam "consolidar as pontes que já estão estabelecidas no sentido de uma cooperação entre a União Europeia e Macau que se prolongue no longo futuro".

Antes de regressar a Macau, Rocha Vieira desloca-se ainda a Lisboa para se reunir com Jorge Sampaio e apresentar cumprimentos de despedida ao presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, e ao primeiro-ministro António Guterres.

Na capital portuguesa, o Governador assiste à inauguração das instalações do Centro Cientifico e Cultural de Macau, uma instituição que tem como objectivos "estabelecer ligações com Macau no futuro,  desenvolver, investigar, estudar e promover essas relações que são de séculos" e que se pretendem que na nova fase - pós-transição - "continuem vivas, fortes e frutuosas".

A visita de Rocha Vieira à China é a quarta desde que assumiu o cargo de Governador de Macau em 1991.

Em 20 de Dezembro Macau passará a ter o estatuto de Região Administrativa Especial da República Popular da China, depois de mais de 400 anos de administração portuguesa.

Lusa/Fim