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Macau/99: Guarnição militar chinesa pronta a instalar-se no território

Arquivo Lusa 1999

Pequim, 12 Nov (Lusa) - A futura guarnição militar de Macau passou em todos os "testes" do Estado-Maior General das forças armadas chinesas e está pronta a instalar-se no território, anunciou hoje o comando da unidade.

"As tropas estão bem equipadas e bem treinadas" e "todos os preparativos para a sua colocação em Macau estão concluídos", disseram o comandante e o comissário político da guarnição, generais Liu Yuejun e He Xianshu, respectivamente.

Numa entrevista à agência noticiosa oficial chinesa, aqueles dois oficiais descreveram a guarnição como "uma forca militar e civilizada capaz de defender Macau após o seu regresso à Pátria", no próximo dia 20 de Dezembro.

Para "a assistência médica e alimentação diária" das tropas, a guarnição estabeleceu uma "base logística" em Zhuhai, uma zona económica especial do sul da China, adjacente a Macau.

A guarnição da futura Região Administrativa Especial de Macau, cuja formação foi anunciada quarta-feira em Pequim pelo governo e a Comissão Militar Central da República Popular da China, tem menos de mil efectivos, a maioria dos quais oriundos do exército.

Trata-se da "mais jovem unidade" do Exército Popular de Libertação (nome oficial das forcas armadas chinesas) e como a guarnição de Hong Kong, dependerá directamente da Comissão Militar Central.

A China pretende "assumir a defesa" de Macau logo após a passagem do território para a administração chinesa.

Portugal já concordou que uma "missão técnica de segurança" chinesa entre em Macau antes da transferência de poderes, mas os pormenores da entrada estão ainda a ser discutidos entre os dois  países.

Setecentos soldados chineses entraram em Hong Kong antes de Pequim reassumir a soberania do território e na madrugada do dia 1 de Julho de 1997, poucas horas depois da transferência de poderes,  entraram mais quatro mil, por terra, mar e água.

A Declaração Conjunta Luso-Chinesa, assinada em 1987, estabelece que a defesa de Macau será da "responsabilidade" do governo central chinês, mas não prevê explicitamente o estacionamento de tropas no território, ao contrario do que aconteceu em relação a Hong Kong.

Macau não tem uma guarnição militar desde 1975 e só o ano passado, a China anunciou a decisão de instalar tropas naquele território.

"O estacionamento de tropas é um símbolo de que a China reassumiu o exercício da soberania sobre Macau", disse na altura o vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen.

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