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Macau financia indústrias culturais com mais de 56 ME nos últimos seis anos

Macau, China, 06 nov 2019 (Lusa) - O Governo de Macau financiou, nos últimos seis anos, mais de 250 projetos na área das indústrias culturais, no valor de 502 milhões de patacas (56,2 milhões de euros), foi hoje anunciado.


Em conferência de imprensa, representantes do Fundo de Indústrias Culturais (FIC) indicaram ter recebido, desde 2014 até outubro deste ano, 924 candidaturas, dando 'luz verde' ao financiamento de quase 30%.


A maioria dos 256 projetos aprovados "concentram-se no design criativo e 'media' digital", indicaram.


Do valor total concedido nos últimos seis anos, mais de metade, 286 milhões de patacas (cerca de 32 milhões de euros), é referente a subsídios a fundo perdido, enquanto o restante, 216 milhões de patacas (cerca de 24 milhões de euros), diz respeito a empréstimos sem juros.


"O FIC concedeu o apoio financeiro assente no princípio de que é um complemento aos investimentos das próprias empresas", salientaram.


Por outro lado, em termos de empréstimos sem juros, o "reembolso de 36,52 milhões de patacas (cerca de quatro milhões de euros) foi recuperado 90% atempadamente, havendo adiamento na devolução de mais de três milhões de patacas (335 mil euros)", acrescentaram.


De acordo com os relatórios de fiscalização de 136 projetos, "o investimento total dos projetos implementados foi de 650 milhões de patacas (72 milhões de euros), criando 1.687 postos de emprego".


Só em 2019, o FIC aprovou 82 projetos na área das indústrias culturais, num montante de 147 milhões de patacas (cerca de 16,4 milhões de euros).


O Fundo das Indústrias Culturais (FIC) foi criado em 2013 com o objetivo de apoiar financeiramente projetos que contribuam para o desenvolvimento das indústrias culturais de Macau, de modo a impulsionar o desenvolvimento diversificado adequado da economia local.


A diversificação da economia de Macau, hoje muito dependente do jogo, é uma ambição de Pequim patente nas "Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau", documento revelado no mês passado pelo Governo central.


A China quer acelerar a integração de Macau no país, através de medidas de aproximação às cidades vizinhas da província de Guangdong, ao mesmo tempo que pretende reforçar o papel de Macau como plataforma comercial com os países lusófonos.


O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía - metrópole que juntará Macau, Hong Kong e nove outras cidades da província de Guangdong - deverá converter num 'cluster' de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.


A medicina tradicional chinesa e as indústrias culturais e criativas são alguns dos setores comummente apontados pelo Governo como vitais para a diversificação.



FST // VM


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