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Macau: Poderiam ter sido feitas mais obras públicas – governador

Arquivo Lusa 1999

Macau, 09 Nov (Lusa) - O governador de Macau garantiu hoje que a administração portuguesa vai gerir as finanças públicas "com grande rigor" até ao último dia, afirmando que se poderiam até ter feito mais obras públicas com o orçamento do território.

"Continuaremos até ao último dia a administrar as finanças públicas com grande rigor, e, por agora, elas estão muito saudáveis", disse Rocha Vieira na inauguração de um Centro de Saúde na ilha da Taipa.

O governador, que se escusou a adiantar o valor exacto das reservas financeiras de Macau, garantiu no entanto que a administração do território poderia ter feito muito mais obras públicas com as actuais reservas, reduzindo assim a taxa de desemprego.

"Só não fizemos mais obras porque havia um limite de 19 de Dezembro que nos inibia de o fazer. Este ano poderíamos ter tido um Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA) muito mais elevado que aquele que tivemos, e isso teria contribuído para uma quebra do desemprego no território", declarou Rocha Vieira.

Rocha Vieira justificou que o processo de transição de Macau impedia o início de obras públicas que não estivessem terminadas no dia 19 de Dezembro.

O governador de Macau falava na inauguração do centro de saúde da Taipa, o segundo da ilha, preparado para prestar cuidados de saúde primários a cerca de 17.500 pessoas.

O novo centro de saúde, que custou 12 milhões de patacas (cerca de 288 mil contos), está também dotado de uma unidade de urgência em caso de isolamento da ilha da Taipa, preparada para  operações cirúrgicas como partos ou ventilações cardíacas.

Com o novo centro da Taipa, o sistema de saúde de Macau passa a contar com 10 centros que ministram cuidados de saúde primários à população.

Lusa/Fim