Ministro quer medicina tradicional a potenciar turismo de saúde em São Tomé e Príncipe (C/ÁUDIO)
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Macau, China, 25 set 2019 (Lusa) -- São Tomé e Príncipe quer reforçar o desenvolvimento da medicina tradicional para potenciar o turismo de saúde, algo que será refletido no Orçamento Geral de 2020, disse hoje à Lusa o ministro da Saúde.
As declarações de Edgar Neves foram realizadas à margem do Fórum de Cooperação Internacional de Medicina Tradicional Chinesa que começou hoje em Macau e que reúne mais de 700 participantes do território, do interior da China, da Ásia, Europa e de países lusófonos.
O governante valorizou a relação entre a medicina tradicional e a economia, nomeadamente o turismo, "uma das fontes futuras do desenvolvimento" do país, que pode ser potenciada através da cooperação chinesa.
Esta aposta vai estar refletida na preparação do Orçamento Geral do Estado para 2020 e "será uma rubrica importante para (...) alavancar definitivamente a medicina tradicional em São Tomé e Príncipe", afirmou.
"As oportunidades não se deixam escapar", destacou, explicando por que razão é também um desafio para o país: "porque encaramos este processo como muito importante para o serviço nacional de saúde".
O mercado regional de 200 milhões de pessoas, sustentou, justifica o desenvolvimento do turismo de saúde em São Tomé e Príncipe, potenciado pela medicina tradicional, "que pode e deve jogar um papel de plataforma de 'venda de serviços' para essa região".
"A nossa agenda deve aproveitar a nossa posição estratégica. E [justifica] que nos comportemos como um mercado de turismo de saúde", considerou Edgar Neves.
Contudo, apesar das "boas condições" que o país oferece, "importa agora é ter as infraestruturas e ter a funcionalidade e assistência necessária para garantir serviços de qualidade", ressalvou o ministro.
A estratégia de 'exportação' da Medicina Tradicional Chinesa para os países lusófonos, utilizando também Portugal como porta de entrada para a Europa, é encarada como um dos eixos centrais de atuação para 2019 pelas autoridades de Macau.
A aposta tem sido marcada por algum sucesso nos países africanos de língua portuguesa, sobretudo na formação de médicos e terapeutas, com Macau a definir um plano até ao final de 2019 que abrange a obtenção de licenças de comercialização de medicamentos.
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