Macau: Adaptação da Escola Portuguesa é “trabalho notável” – Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 23 Set (Lusa) - O governador de Macau, Rocha Vieira, classificou hoje de "trabalho notável" a adaptação das instalações da antiga Escola Pedro Nolasco da Silva para a actual Escola Portuguesa de Macau.
"Foi feito aqui um trabalho notável da adaptação das instalações à nova realidade", afirmou Rocha Vieira após uma visita à escola, que hoje iniciou o ano lectivo 1999/2000 com 935 alunos distribuídos pelos quatro níveis de ensino curricular português.
Durante a visita, Rocha Vieira ficou a conhecer o novo edifício da escola, que alberga diversas salas de aulas, salas de estudo específicas, cantina e auditório, onde foram investidos 23 milhões de patacas na construção e três milhões em equipamento.
O governador, acompanhado pelo secretário-adjunto Jorge Rangel - que tutela a pasta da Educação na Administração de Macau -, referiu que a sua presença é uma forma de "mostrar a solidariedade, o apoio e o incentivo do Governo de Macau e o apreço pelo trabalho realizado".
Rocha Vieira manifestou também a sua "certeza de que a direcção da escola (...) naturalmente que responderá aos propósitos, às ambições e aos desafios que estão subjacentes a este projecto e naturalmente à mudança que se vai verificar com a passagem da Administração portuguesa para a República Popular da China".
Reiterou ainda o apoio do governo de Macau para que o projecto da Escola Portuguesa seja "um sucesso e fundamentalmente responda às necessidades da comunidade portuguesa" actual e daquela que irá permanecer no território.
A Escola Portuguesa é uma instituição privada do Ministério Português da Educação, da Fundação Oriente e da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses.
Dos 935 alunos que iniciaram as aulas na Escola Portuguesa, 226 pertencem ao primeiro ciclo, 160 ao segundo ciclo, 266 ao terceiro ciclo e 283 no ensino secundário.
A Escola Portuguesa de Macau, que tem um corpo docente de 70 professores para o ano lectivo 1999/2000, ministra programas semelhantes aos leccionados em Portugal pelo que os alunos que iniciarem os estudos na instituição poderão continuá-los nas escolas portuguesas.
Além dos programas portugueses, a direcção da escola vai introduzir o mandarim - língua oficial chinesa - como disciplina extra-curricular para os alunos do primeiro ciclo e como disciplina opcional para os restantes ciclos.
Em declarações à agência Lusa, a directora da Escola Portuguesa de Macau, Edith Silva, disse que no ano lectivo que hoje teve início a instituição vai funcionar com um orçamento de 35 milhões de patacas (cerca de 836 mil contos).
Finalizadas as obras de adaptação do espaço, a escola dispõe de 35 salas de aula, acrescidas de 10 salas para disciplinas específicas, ginásio, jardim, campos de jogos, cantina e auditório.
Apesar do número de alunos exceder a capacidade máxima de 850 alunos prevista para a escola, a directora da instituição prevê que no final do primeiro período lectivo a redução do número de alunos seja entre 10 a 15 por cento devido ao regresso de algumas famílias a Portugal após a transferência da Administração do território para a China.
O ensino curricular em português em Macau tinha no ano lectivo de 1998/1999 cerca de 1.600 alunos distribuídos por três pólos - a Escola Portuguesa, o Colégio Salesiano D. Bosco e a Escola Luso-Chinesa da Flora.
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