Taiwan/Sismo: China oferece ajuda e reafirma críticas a Lee Teng-hui
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Pequim, 21 Set (Lusa) - A China pôs de lado a sua acesa rivalidade com Taiwan, oferecendo hoje "toda a ajuda possível para aliviar as perdas" causadas pelo violento sismo que abalou aquela ilha.
A oferta foi feita pelo presidente chinês, Jiang Zemin, numa mensagem de condolências difundida pela agência noticiosa oficial chinesa poucas horas depois do sismo.
"Os chineses dos dois lados do Estreito de Taiwan estão estreitamente ligados de carne e osso" e o terramoto, registado ao principio da madrugada (hora local), também "atingiu o coração" dos chineses do continente, disse Jiang Zemin.
"Estamos dispostos a conceder toda a ajuda possível para aliviar as perdas causadas pelo terramoto", disse também Jiang Zemin.
O sismo, de 7,6 graus na escala de Richter, matou mais de 1.455 pessoas.
A direcção da Cruz Vermelha chinesa reuniu-se de emergência em Pequim e decidiu oferecer 100.000 dólares e 500.000 yuan (onze mil contos) de ajuda humanitária, disse a agência noticiosa oficial chinesa.
Numa conferência de imprensa regular, a porta-voz do ministério chinês dos negócios estrangeiros, Zhang Qiyue, agradeceu a ajuda a Taiwan anunciada por vários governos e organizações internacionais, mas lembrou que a assistência oferecida por Pequim não tem nada a ver com as divergências entre o partido comunista chinês e as autoridades da ilha.
"A teoria de Lee Teng-hui sobre "as relações de estado a estado" é uma questão completamente diferente do terramoto", disse Zhang Qiyue, reafirmando que a referida "teoria" é "um passo muito perigoso para dividir a China".
Taiwan - a ilha onde se refugiou o governo nacionalista após a tomada do poder pelo Partido Comunista Chinês, em 1949 - é vista por Pequim como uma província renegada da República Popular da China.
Em Maio passado, o presidente de Taiwan, Lee Teng-hui, defendeu que as relações com Pequim deviam ser consideradas "relações de estado a estado", enfurecendo as autoridades da República Popular da China.
O governo chinês defende a "reunificação pacífica" com Taiwan segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau, "um país, dois sistemas", mas ameaça "usar a força" se a ilha declarar a independência.
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