Macau/99: Stanley Ho quer manter concessão casinos para depois 2001
Arquivo Lusa 1999
Hong Kong, 03 Dez (Lusa) - O magnata do jogo de Macau, Stanley Ho, considerou numa entrevista ao semanário Far Eastern Economic Review (FEER) que o ano de 2001, data em termina a sua concessão dos casinos, não é a altura mais apropriada para abrir o monopólio.
Numa longa entrevista à FEER, Stanley Ho disse esperar que o governo da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) lhe conceda a extensão do monopólio por mais três ou cinco anos a partir de 2001.
O magnata do jogo, 78 anos, advertiu que a abertura da concessão do monopólio "poderá trazer uma luta perigosa" entre os vários interessados e não contribuirá para Macau mais do que a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) tem contribuído.
O FEER estima que os lucros líquidos da STDM foram de 231 milhões de dólares americanos em 1998, valor que representou uma quebra de 50 por cento em relação ao ano anterior.
Residente em Macau desde 1941, quando fugiu de Hong Kong em consequência da invasão japonesa, Stanley Ho é um acérrimo critico dos barcos casinos que operam em águas internacionais e que lhe roubam diariamente "3.500 jogadores" dos casinos de Macau.
O chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) admitiu quarta-feira que a concessão do exclusivo do jogo, cujo actual contrato termina em 2001, venha a ser eventualmente aberta, mas reconheceu que a situação presente terá de se manter ainda por algum tempo.
Edmund Ho Hau Wah disse, em entrevista à agência Lusa, ser necessária uma maior supervisão da indústria dos jogos de fortuna e azar "de modo a minimizar e conter alguns dos problemas que gera (...), possibilitando a criação de mais receitas o que fará melhorar a economia de Macau, a curto e médio prazo, permitindo que o governo da RAEM se concentre num plano de longo prazo destinado a diversificar as suas indústrias".
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