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Resultados líquidos da Apple recuam 8,45% nos primeiros nove meses do exercício de 2019 (ATUALIZADA)

São Francisco, EUA, 30 jul 2019 (Lusa) - A multinacional norte-americana Apple anunciou hoje resultados líquidos de 41.570 milhões de dólares (37.263 milhões de euros) nos primeiros nove meses do exercício fiscal de 2019, menos 8,45% que no mesmo período de 2018.


Entre outubro e junho, a empresa dirigida por Tim Cook obteve receitas de 196.134 milhões de dólares, contra 202.695 milhões de dólares nos primeiros nove meses do exercício fiscal de 2018, com uma diminuição significativa da venda de produtos (telefones iPhone, 'tablets' iPad, computadores Mac, entre outros), mas um aumento dos serviços (App Store e subscrições, por exemplo).


Os analistas já se tinham mostrado preocupados antes da apresentação dos resultados, tendo em conta o ritmo mostrado pela empresa nos últimos tempos, com as vendas do "produto estrela", o iPhone, em baixa ou estagnadas em todo o mundo.


No terceiro trimestre, de abril a junho, o volume de negócios da Apple cifrou-se em 53,8 mil milhões de dólares, um resultado líquido de 10 mil milhões de dólares, menos 13% que no mesmo trimestre de 2018, mas acima das expetativas do mercado, apesar da diminuição das vendas do iPhone.


As vendas do smartphone da Apple passaram de 29,4 mil milhões de dólares no terceiro trimestre de 2018 para quase 26 mil milhões de dólares no mesmo período deste ano, um número inferior às previsões dos analistas.


Em contrapartida, as receitas do negócio dos serviços da Apple (Apple pay, App Store, iTunes, Apple Music ou iCloud) subiram 15% face ao mesmo período de 2018, ao atingirem 11,5 mil milhões de dólares entre abril e junho deste ano, refere a empresa num comunicado.


"Fizemos o nosso melhor terceiro trimestre desde sempre, graças a receitas recorde dos serviços, uma aceleração do crescimento dos dispositivos conectados, bons desempenhos dos iPad e dos Mac e uma melhoria significativa das tendências para o iPhone", declarou Tim Cook citado no comunicado.


Financeiramente dependente do iPhone - que ainda representa cerca de metade das receitas -, o gigante das tecnologias empreendeu uma diversificação para serviços digitais.


O grupo anunciou em março, entre outros, o lançamento de uma plataforma de vídeo em 'streaming' e uma assinatura de imprensa.


Para o quarto trimestre, entre julho e setembro, a Apple prevê um volume de negócios entre 61 e 64 mil milhões de dólares.


Entretanto, Tim Cook mostrou-se "muito satisfeito" com os resultados da empresa na China, numa altura em que a guerra comercial desencadeada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra Pequim e a desaceleração económica faziam temer decréscimos das vendas.


"Registámos uma melhoria significativa face aos primeiros seis meses do exercício de 2018/2019 e taxas de variação constantes" para a China no sentido lato (China continental, Hong Kong e Taiwan), afirmou Cook durante uma conferência telefónica com os analistas.


"Nós vemos aqui comparações mais favoráveis num ano no que diz respeito ao iPhone do que aquelas que vimos nos dois trimestres precedentes e cada uma das nossas categorias de produtos registou uma melhoria", adiantou Cook.


A Apple registou um volume de negócios na China de 9,157 mil milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, contra 9,55 mil milhões de dólares no mesmo período de 2018.



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Lusa/Fim