Açores: Macau desafia ilhas à cooperação após integração na China
Arquivo Lusa 1999
Angra do Heroísmo, 27 Jul (Lusa) - O secretário da educação do Governo de Macau, Jorge Rangel, desafiou hoje as instituições culturais açorianas a manter um relacionamento o território após a transferência da respectiva administração para a China.
Em declarações à Agência Lusa depois de um encontro com o vigário episcopal da diocese de Angra e Ilhas, Jorge Rangel sustentou que, "além da universidade e do instituto histórico da ilha Terceira, também a Igreja o pode fazer".
Como razões para que a diocese mantenha essa ligação apontou a existência de uma igreja católica forte "que por certo vai ter um papel importante no futuro para a preservação da identidade portuguesa em terras do Oriente".
Jorge Rangel sublinhou ainda o facto de três padres da ilha do Pico, D. Arquimínio Rodrigues, D. João Paulino e D. José da Costa Nunes terem sido bispos de Macau e a existência de um seminário no território e um instituto politécnico ligado a Universidade Católica.
A outros níveis, acrescentou, é também possível garantir uma presença cultural portuguesa através de protocolos de cooperação, conferências, seminários e investigação entre a Universidade dos Açores e de Macau.
O secretário do Governo macaense disse que a visita de responsáveis do território ao arquipélago deriva de um esforço das autoridades do território para que a língua e a identidade de Macau se mantenha pelo reforço da cooperação com instituições portuguesas.
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