icon-ham
haitong

Macau: Combate ao crime organizado e imigração ilegal tema de 32/o Encontro Periódico

Arquivo Lusa 1999

Macau, 27 Jul (Lusa) - As Forças e Serviços de Segurança de Macau e os Serviços de Segurança Pública da província chinesa de Guangdong vão iniciar quarta-feira o seu 32/o Encontro Periódico, com o combate ao crime organizado e transfronteiriço e a imigração ilegal no centro da agenda.

A delegação de Macau ao que será provavelmente o último dos encontros periódicos, que se realizam há 16 anos, com o território ainda sob administração portuguesa partiu hoje chefiada pelo secretário-adjunto para a Segurança, Manuel Monge.

Á partida do território, Manuel Monge, disse à agência Lusa que este 32/o Encontro Periódico "é de extrema importância, para permitir aperfeiçoar os mecanismos de cooperação e intensificar a troca de informações, de modo a tornar mais eficaz o combate à criminalidade".

Na agenda do encontro entre os responsáveis pela segurança de Macau e da província de Guangdong está igualmente a questão da abertura do novo posto fronteiriço da Ponte Flor de Lótus, que liga a China à ilha de Coloane e tem inauguração prevista para Novembro.

Sobre a questão da pretensão chinesa de estacionar uma guarnição militar em Macau depois da transferência da administração do território em 19 de Dezembro, Manuel Monge afirmou que se trata de  "uma questão política que terá de ser resolvida entre o governo de Portugal e o da República Popular da China".

O secretário-adjunto adiantou que "só depois da obtenção de um acordo político entre Portugal e a China é que, eventualmente, serão tomadas medidas de carácter logístico como as das infraestruturas para a instalação da guarnição militar".

Manuel Monge considerou a questão da instalação da guarnição em Macau "uma questão prematura, porquanto o dossier está ainda a ser discutido em instâncias diplomáticas entre Lisboa e Pequim".

A China anunciou unilateralmente em Setembro de 1998 a intenção de estacionar tropas em Macau, como símbolo da soberania chinesa sobre o território.

Portugal, que desde Dezembro de 1975 não mantém tropas no território, insiste que não existe motivo nem necessidade de uma presença militar chinesa em Macau.

Lusa/Fim