Macau: Resultados da STDM sofrem quebra de 50 por cento em 1998
Arquivo Lusa 1999
Macau, 26 Jul (Lusa) - A Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), concessionária do jogo no território, sofreu em 1998 uma quebra de 50 por cento no resultado final de exercício, foi hoje anunciado.
Os resultados líquidos foram de 1.853 milhões de patacas (43,47 milhões de contos).
De acordo com o relatório do Conselho de Administração referente a 1998, a concessionária da exploração do monopólio do jogo em Macau tinha um total de activos de 30.978 milhões de patacas e um passivo de 7.240 milhões de patacas, resultando numa situação financeira líquida de 23.738 milhões de patacas.
A STDM, que com cerca de 10.000 funcionários emprega directamente cerca de 05 por cento da população activa de Macau, está dispensada por portaria de apresentar relatório de contas, sendo apenas obrigada a publicar um resumo de dados financeiros.
O relatório do conselho de administração refere que a STDM sofreu em 1998 uma quebra de 18,1 por cento nas receitas dos 10 casinos que explora, de cujas receitas brutas a concessionária entrega 31,8 por cento à administração local.
No sector dos transportes marítimos e aéreos entre Macau e Hong Kong, a STDM registou uma quebra de oito por cento no número de passageiros transportados por via marítima e um aumento de nove por cento nas carreiras de helicópteros.
De acordo com o relatório, em 1998 a STDM adicionou um rebocador à frota que se ocupa das operações de dragagem dos canais de navegação de Macau (uma das contrapartidas dadas pela empresa em troca da concessão do monopólio) e iniciou a obra de construção da "Torre Panorâmica de Macau", uma das maiores torres de telecomunicações na Ásia.
O relatório refere ainda que a empresa concedeu apoios de promoção nos sectores do turismo, cultura, educação e desporto de beneficência.
O conselho de administração da STDM atribui os resultados registados em 1998 à "crise económica e financeira que, em meados de 1997, começou a afectar gravemente a economia de vários países do Sudeste Asiático" e que "não deixou de ter reflexos negativos na vida de Hong Kong e Macau".
Os "problemas de segurança pública" em Macau também contribuíram para a diminuição do número de visitantes, e consequentemente das receitas da STDM, assinala ainda o relatório.
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