Macau 99: Proposta suspensão da venda de terrenos públicos na RAEM
Zhuhai, China, 19 Jul (Lusa) - O grupo de Assuntos Jurídicos
da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau
(CPRAEM) vai propor a suspensão da possibilidade de venda de terrenos
públicos após o estabelecimento da RAEM, foi hoje anunciado.
De acordo com a Lei Básica de Macau, a mini-constituição que
regerá o território após a transferência da administração para a
China em 19 de Dezembro, todos os solos são propriedade do Estado que
os pode arrendar ou conceder, ficando de fora a possibilidade de
venda, pelo que, ao contrário do que acontece sob administração
portuguesa, o futuro executivo não poderá vender terrenos do
território.
Lau Cheok Va, coordenador dos membros de Macau no grupo de
trabalho para Assuntos Jurídicos, indicou que a proposta será enviada
ao plenário da CPRAEM, que se realizará no final do mês de Agosto em
Pequim.
A decisão de apresentar a proposta ao plenário da CPRAEM foi
tomada hoje em Zhuhai, cidade chinesa adjacente a Macau onde o grupo
de trabalho está reunido desde domingo.
Durante os trabalhos, em que foi analisada legislação em vigor
em Macau - para se saber da sua conformidade com a Lei Básica -, Tong
Chi Kin e Leong Heng Teng sublinharam a importância de o governo
central chinês conceder a Macau águas territoriais no futuro mapa da
região administrativa especial chinesa.
Actualmente Macau possui apenas águas de jurisdição, mas os
dois membros do grupo de trabalho destacaram as vantagens para o
futuro desenvolvimento da RAEM da existência de águas territoriais
alargadas que permitiriam, entre outros projectos, a construção de um
porto de águas profundas.
Lusa/Fim