icon-ham
haitong

Governo são-tomense defende investimento privado externo como alternativa para ultrapassar problemas estruturais

São Tomé, 09 Jul 2019 (Lusa) - O Governo são-tomense apontou hoje o investimento privado externo como "uma das únicas alternativas viáveis para debelar os enormes desequilíbrios estruturais e fiscais" que o país enfrenta.


"Estamos envolvidos em negociações intensas com o Fundo Monetário Internacional [FMI] com vista à assinatura de um programa de recuperação económica, que inclui medidas para reverter os enormes desequilíbrios estruturais e fiscais herdados do Governo anterior", disse o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, durante o encerramento do XIV encontro de empresários para a cooperação económica e comercial entre China e países de língua portuguesa.


"Para debelar as consequências sociais e outras decorrentes das medidas a adotar, o investimento privado surge como uma das alternativas viáveis, pelo que queremos assegurar o nosso empenho na facilitação desse investimento", acrescentou Osvaldo Vaz.


O governante reconheceu que o empresariado de São Tomé e Príncipe "não possui capacidades" para investir sozinho em grandes projetos, defendendo, por isso, "a procura de sinergias e parceiros é uma das vias para concretizarem os seus objetivos".


Osvaldo Vaz lembrou que o seu país tem uma posição geostratégica no Golfo da Guiné, numa das zonas mais ricas do continente africano, pelo que poderá "atrair investimentos que permitam integrar o mercado sub-regional, aproveitando as vantagens comparativas únicas que o país apresenta".


Segundo o executivo, o país tem grandes potencialidades nos domínios do turismo, agricultura, pescas e serviços "para além de ter uma atitude aberta em relação a todos os investimentos do exterior, particularmente das empresas e países que são os principais parceiros", referindo-se particularmente à China e Portugal.


Durante dois dias, mais de 300 empresários chineses e lusófonos reuniram-se, na capital são-tomense, na XIV fórum de cooperação económica, onde rubricaram seis protocolos e decidiram que a próxima reunião se irá realizar na Guiné-Bissau, no próximo ano.


A organização - Agência de Promoção do Comércio e do Investimento (APCI) - estima que o encontro foi um "sucesso", sublinhando que se conseguiu uma boa representação de países, associações de empresários e de empresário individuais. Além disso, foram estabelecidos vários contactos com empresários e "feita a recolha de informações sobre projetos cujo objetivo será de acelerar os investimentos".


O ministro considerou que a participação chinesa, sob diversas formas, no evento "significa um interesse dos empresários do gigante asiático por São Tomé e Príncipe".


Osvaldo Vaz disse acreditar que "os bons frutos" produzidos por este encontro serão colhidos "a curto e médio prazos".


"A realização exitosa deste evento refletiu-se amplamente no esforço conjunto do Fórum Macau e das instituições de promoção do comércio e investimento de cada país, assim como o apoio dos empresários", sublinhou.



MYB // JH


Lusa/fim