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Macau 99: Edmund Ho Hau Wah encontrou-se com chefe do executivo de Hong Kong

Arquivo Lusa 1999

Macau, 05 Jul (Lusa) - O chefe do executivo designado da futura Região Administrativa Especial de Macau, Edmund Ho Hau Wah, reuniu-se hoje com o chefe do executivo de Hong Kong, Tung Chee Hwa,  pela primeira vez desde que foi nomeado para o cargo.

Edmund Ho Hau Wah e Tung Chee Hwa reuniram-se em encontro privado no gabinete do chefe do executivo de Hong Kong durante cerca de uma hora, seguindo-se um jantar com membros do governo de Hong Kong na antiga residência oficial dos governadores britânicos do território.

Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da China desde a transferência da soberania em 01 de Julho de 1997, estatuto que Macau passará a ter com a transferência da administração em 19 de  Dezembro.

Ao regressar a Macau depois de se deslocar a Hong Kong para o encontro com Tung Chee Hwa, Edmund Ho Hau Wah fez questão de salientar que se tratou de um encontro privado que manteve estritamente na sua qualidade de chefe do executivo designado que assumirá formalmente o cargo apenas depois da transferência da administração de Macau de Portugal para a China.

Edmund Ho Hau Wah indicou que discutiu com Tung Chee Hwa o futuro relacionamento e cooperação futuros entre Macau e Hong Kong como regiões administrativas especiais da China e considerou que a  experiência de Hong Kong nos últimos dois anos "será preciosa para Macau", para ser usada "como referência" mas não como uma fórmula a aplicar sem alteração dada as individualidades distintas dos dois territórios.

O chefe do executivo designado adiantou que os laços de cooperação bilateral entre Macau e Hong Kong poderão assumir a forma de contactos formais regulares depois da criação da Região Administrativa Especial de Macau em 20 de Dezembro, sendo a formação de quadros da administração pública uma das áreas em que Hong Kong poderá prestar assistência a Macau.

Edmund Ho Hau Wah, 44 anos, foi escolhido em 15 de Maio para ser o primeiro "governador" de Macau pós-transferência de poderes para a China.

Lusa/Fim