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Falta de espaços e lei do ruído ‘travam’ eventos turísticos noturnos em Macau — estudo

Macau, China, 11 jun 2019 (Lusa) -- A ausência de espaços e a lei do ruído são fatores que estão a 'travar' o sucesso dos eventos turísticos noturnos em Macau, segundo um estudo encomendado pelas autoridades, anunciou hoje a Direção dos Serviços de Turismo (DST).


A densidade populacional elevada e a pequena dimensão de Macau (cerca de 670 mil pessoas em pouco mais de 30 quilómetros quadrados), a par das restrições previstas na Lei do Ruído "dificultam o prolongamento do tempo e da escala das atividades noturnas", pode ler-se no comunicado da DST.


Por outro lado, adiantou a mesma entidade, "as instalações complementares e infraestruturas ao ar livre também são insuficientes", assim como a não utilização "de áreas marítimas e costeiras".


No estudo concluiu-se que "em Macau não há falta de recursos e eventos turísticos noturnos diversificados e permanentes".


Contudo, propõe-se que as autoridades de Macau passem a "ligar e integrar (...) atividades com natureza, horário e local similares", bem como "otimizar as condições dos locais e reforçar a divulgação de atividades noturnas permanentes".


No mesmo estudo sugere-se ainda "criar novos espaços para o futuro desenvolvimento turístico".


A DST sublinhou que tem apostado na organização de vários eventos noturnos, incluindo "a Parada de Celebração do Ano Novo Lunar, o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, o Festival de Luz de Macau, (...) com a intenção de melhorar a experiência global de viagem dos visitantes e prolongar a sua estadia".



JMC // FST


Lusa/Fim