icon-ham
haitong

ENTREVISTA: BNU aposta nas PME, jovens e mais envolvência bancária – Presidente (C/ÁUDIO E VÍDEO) (REPETIÇÃO)

*** Serviços áudio e vídeo disponíveis em www.lusa.pt ***



*** Mário Baptista e Miguel Mâncio, da agência Lusa ***



Macau, China, 26 mai 2019 (Lusa) - O presidente do BNU em Macau disse hoje à Lusa que as suas prioridades são a aposta nas Pequenas e Médias Empresas (PME), nos jovens e tornar-se o principal banco para mais clientes.


"Entre os principais desafios, temos de ser o primeiro banco em mais clientes", disse Carlos Álvares em entrevista à Lusa, na qual vincou que o BNU "tem 240 mil clientes", mas é o principal banco para 25 ou 30 mil clientes, "o que significa que a operação pode ser bem mais rentável", já que o principal banco de cada cliente "congrega 70% dos movimentos".


Na entrevista na sede do BNU, em Macau, o banqueiro disse ainda que outra das prioridades para o resto do mandato passa por estar mais próximo das PME: "Há 7 mil empresas que trabalham connosco do lado dos depósitos, mas temos de estar mais próximos do lado do crédito, o que não é fácil porque os nossos padrões são os europeus e portugueses".


Em causa está a diferença que é feita na avaliação financeira das empresas na Europa e em Macau: "Os padrões europeus [de análise de risco das empresas] estão muito baseados no fluxo de caixa e aqui há uma tendência para o crédito ser baseado nas garantias reais, há um planeamento fiscal bastante forte por parte das micro e médias empresas e isso não reflete nos seus números a boa realidade que têm, o que é limitador da capacidade de receberem crédito".


Para Carlos Álvares, o facto de haver esta diferença "é uma pena, porque essas pequenas empresas podiam transformar-se em médias e as médias em grandes se pudessem aproveitar o facto de ter mais crédito, que seria baseado em números e não em hipotecas".


Outra das grandes apostas para os próximos trimestres passa pela aproximação ao mercado dos jovens, em que o BNU não tem uma quota de mercado tão elevada como no segmento acima dos 40 anos.


"Temos de estar mais próximo dos jovens, temos quotas de mercado muito interessantes nas pessoas acima dos 40 anos, mas muito baixas nas pessoas abaixo de 25 anos, o que quer dizer que temos de ir bater à porta dos pais e dos avós dos miúdos a dizer que há aqui uma casa fantástica", concluiu o banqueiro.


O BNU, "uma das operações mais rentáveis do Grupo Caixa" no estrangeiro, está em Macau com 500 trabalhadores, 20 agências e tem uma operação de 4 mil milhões de euros em depósitos e 2,5 mil milhões em crédito, registando também uma quota de 14% no mercado das transações com cartões.



MBA/MIM // VM


Lusa/Fim