Macau/99: Administração pode orgulhar-se dos funcionários – Jorge Rangel
Arquivo Lusa 1999
Macau, 28 Jun (Lusa) - A Administração portuguesa de Macau pode orgulhar-se dos funcionários e quadros superiores que tem, afirmou hoje o secretário-adjunto para a Administração, Educação e Juventude, Jorge Rangel.
"Podemos dizer que deixamos a 19 de Dezembro de 1999 (último dia da administração portuguesa) uma boa Administração Pública, que tem quadros muito qualificados, empenhados, motivados para o futuro e que vão querer continuar a valorizar-se constantemente", disse.
Ao intervir na cerimónia de entrega de diplomas e de certificados dos cursos de formação para a Administração Pública de Macau organizados pela União Europeia, o secretário-adjunto recordou que a formação é uma área que ocupou um "lugar da maior relevância" durante o período de transição do território iniciado em 1987.
A formação "mobilizou importantíssimos recursos materiais e humanos, ocupou um lugar fundamental nas nossas preocupações, obrigou a um envolvimento activo de todas as instituições (...) e obrigou até a que as nossas instituições de ensino superior se consolidassem e se afirmassem como instrumentos capazes de responder aos novos desafios do período de transição", disse.
"Foi um trabalho de excepcional relevância, mas é bom salientar sempre que, se muito foi feito, o mérito e o sucesso da obra realizada pertenceram fundamentalmente aos funcionários públicos, àqueles que quiseram participar neste conjunto alargado de acções de formação", referiu.
Para Jorge Rangel, a educação continuará a ser a "primeira prioridade" no início da Região Administrativa Especial de Macau, que, para se consolidar, "vai precisar certamente de continuar a apostar fortemente no factor humano (...) na afirmação das suas Liberdades, dos seus Direitos, das suas Garantias".
O secretário-adjunto defendeu também que o sucesso do modelo político que foi escolhido para Macau "vai depender fundamentalmente da capacidade dos seus dirigentes, dos seus funcionários públicos e dos seus quadros".
A "formação e valorização dos recursos humanos" são, segundo o governante, a "melhor maneira de enfrentar com confiança, com determinação e com resultados positivos os desafios que o novo milénio e o novo século nos apresentam e que no caso de Macau tem uma responsabilidade acrescida que é da afirmação da Região Administrativa Especial de Macau".
Os cursos organizados pela União Europeia para a Administração Pública de Macau abrangeram cerca de cem funcionários e áreas como a formação, gestão e tradução e interpretação.
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