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Macau/25 de Abril: Estabilidade, respeito e amizade na transição são fruto do 25 de Abril

Arquivo Lusa 1999

Macau, 17 Mar (Lusa) - O 25 de Abril de 1974 permitiu que a transição da Administração portuguesa de Macau para a China fosse feita em ambiente de "estabilidade, respeito e amizade", defendeu hoje no território o brigadeiro Manuel Monge, ele próprio um "militar de Abril".

"Foi a liberdade que os militares e o povo português conquistaram que permitiu que nesta longínqua parcela administrada por Portugal se criasse este clima - que é quase de festa - quando se faz uma transição de um território onde os portugueses estiveram ao longo de séculos", disse.

Manuel Monge, porta-voz da "Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril em Macau" e Secretário-Adjunto para a Segurança falava à saída de um encontro com o governador Rocha Vieira onde os membros da comissão apresentaram o programa de eventos com que pretendem assinalar os 25 anos de democracia em Portugal.

Após o encontro, Manuel Monge disse também que o programa das comemorações está "praticamente completo", mas escusou-se a divulgar as acções que serão realizadas para assinalar os 25 anos do regime democrático português.

No entanto, Manuel Monge revelou que "o grande poeta da liberdade, Manuel Alegre," virá a Macau fazer a "oração da liberdade" no dia em que se comemorará a revolução dos cravos.

Instado a comentar se o 25 de Abril será comemorado em Macau após a transferência da Administração portuguesa para a China, Manuel Monge sublinhou que "o segundo sistema e a liberdade (em Macau) é fruto do 25 de Abril" pelo que a data estará "permanente na sociedade moderna em que o território se está a criar".

A "Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril em Macau" é composta por Manuel Monge, Manuel Geraldes, José Rocha Dinis, Miguel Senna Fernandes, Carlos Marreiros, Luís Serafim, Carolina de Jesus, Albina Silva e José Manuel Rodrigues.

Lusa/Fim