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Economia de Macau cresce 4,7% em 2018

epa02502794 A couple kiss in front of Casino Lisboa in Macau, China 20 December 2010. According to figures of Macau's Gaming Inspection and Coordination Bureau casino revenues surged 42 per cent from year earlier to 173.54 Macau patacas or 2.2 billion US dollars in November. Macau is the only place in China where casinos are legal.  EPA/YM YIK

A economia de Macau cresceu 4,7% em 2018, registando um abrandamento do ritmo do crescimento, indicam dados divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Durante 2018, "a procura interna apresentou um comportamento desfavorável, com uma contração anual de 1,7%", indicou.

Por outro lado, a despesa do consumo privado, a despesa do consumo final do Governo e as importações de bens registaram aumentos de 4,5%, 3,8% e 4,7%, respetivamente, devido às subidas do número total de empregados, do rendimento do emprego e da despesa do Governo.

As exportações de serviços cresceram 9,4%, em termos anuais, impulsionadas por um ligeiro aumento da procura externa, do número de visitantes e respetivas despesas.

A DSEC destacou ainda os aumentos nas exportações de serviços do jogo (10,3%) e nas exportações de outros serviços turísticos (9,4%). As exportações de bens subiram 11%.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 440,3 mil milhões de patacas (cerca de 48 mil milhões de euros) e o PIB 'per capita' 666.893 patacas (cerca de 73 mil euros).

O deflator implícito do PIB, que mede a variação global de preços, subiu 3,6% em 2018.

Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o PIB de Macau cresceu 2,1% em termos reais, ligeiramente superior a 1,9% no terceiro trimestre.

A DSEC reviu ainda, em baixa, a taxa de crescimento económico do primeiro trimestre de 2018 (9,3%) e em alta as taxas referentes ao segundo (6%) e terceiro (1,9%) trimestres.

Em 2017, o PIB atingiu 404,2 mil milhões de patacas (41 mil milhões de euros) e o PIB 'per capita' 622.803 patacas (63 mil euros).

 

Macau define-se como “uma das quatro principais cidades” da Grande Baía

As autoridades de Macau destacaram hoje que o território é “uma das quatro principais cidades na construção da Grande Baía”, projeto chinês que pretende afirmar a região do delta do rio das Pérolas numa metrópole mundial.

O diretor dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional de Macau, Mi Jean, esteve hoje em Pequim, numa conferência sobre as linhas gerais da Grande Baía, e afirmou que Macau tem “o papel de motor central” no projeto chinês, de acordo com um comunicado das autoridades do território.

Durante a conferência, Mi Jian sublinhou que um dos objetivos do projeto “é impulsionar o estabelecimento do corredor da ciência e tecnologia e da inovação Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong-Macau”.

“Macau será o ponto de apoio nesta construção, o que representa uma responsabilidade e um desafio”, frisou.

O objetivo do projeto é construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões (milhões de milhões) de dólares norte-americanos - maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía deverá converter num ‘cluster’ de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.

Estas ambições estão patentes no documento divulgado, no dia 18 de fevereiro, pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e pelo Conselho de Estado (Executivo), intitulado de “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

Elsa Jacinto e Miguel Mâncio