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Macau/99: Problemas de segurança só serão resolvidos após mudança de bandeira, Stanley Ho

Arquivo Lusa 1999

Macau, 12 Abr (Lusa) - Os problemas de segurança pública de Macau só poderão ser resolvidos depois da transferência da administração do território para a China, disse hoje o magnata do jogo Stanley Ho a um jornal de Hong Kong.

"Os tiros e a violência vão voltar a Macau (depois do período de calma que marcou o período da Páscoa), não há nada a fazer (...) o problema da segurança pública só poderá ser resolvido depois da mudança de bandeira", disse Stanley Ho ao jornal de língua chinesa Diário Oriental.

De acordo com o jornal, Stanley Ho insinuou que depois da transferência de poderes os problemas de criminalidade organizada em Macau serão reduzidos face à possibilidade de os criminosos serem  executados na China.

"Basta olhar para o caso de Cheung Tze-keung", o criminoso mais procurado de Hong Kong que foi capturado, julgado e executado na China no início deste ano, disse Stanley Ho.

O magnata do jogo falava em Pequim depois de participar na 7/a reunião plenária da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau.

Stanley Ho disse ao Diário Oriental que, apesar das preocupações actuais relacionadas com a questão da segurança, que está afectar o negócio do jogo no território associada à actividade

de navios-casino baseados em Hong Kong, se mantém "um grande optimista" em relação às perspectivas futuras de Macau.

A concessão do monopólio da exploração do jogo no território atribuída à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) expira em 2001, mas Stanley Ho manifestou-se "confiante" em que o futuro governo da Região Administrativa Especial mantenha a concessão nas mãos da STDM.

O Diário Oriental refere ainda que Stanley Ho é "desde há muito conhecido como o segundo governador de Macau", mas adianta que o magnata reiterou a sua posição de não se candidatar ao lugar de primeiro chefe do executivo pós-transferência de administração.

Stanley Ho apoia abertamente o banqueiro Edmund Ho, considerando-o "jovem, energético e capaz" de desempenhar eficazmente as funções de primeiro chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau.

Edmund Ho é apontado como a escolha mais provável da China, sendo esperada para os próximos dias a formalização da sua candidatura ao lugar.

Lusa/Fim