Macau/99: Vice-PM chinês elogia “larga representatividade” do Comité de Selecção
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 10 Abr (Lusa) - O vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen disse hoje que a inclusão de portugueses no Comité de Selecção que vai escolher o chefe do futuro governo de Macau ilustra "a larga representatividade" daquele colégio eleitoral.
Os 200 membros do Comité de Selecção, entre os quais 15 portugueses, são "personalidades representativas de todos os estratos sociais de Macau" e "perfeitamente competentes para escolher bem o primeiro chefe-executivo da Região Administrativa Especial de Macau", disse Qian Qichen.
"Alguns residentes permanentes de Macau de ascendência portuguesa são também membros do Comité de Selecção, e esse facto mostra que o Comité tem uma larga representatividade", realçou o vice-primeiro-ministro chinês.
Qian Qichen é também membro do Politburo do Partido Comunista Chinês, a cúpula do poder na China, e presidente da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), um organismo de cem elementos, criado há um ano pela Assembleia Nacional Popular chinesa.
O referido Comité de Selecção, composto inteiramente por residentes de Macau, foi eleito hoje no Grande Palácio do Povo, em Pequim, a partir de uma lista de 283 nomes.
Qian Qichen exortou o Comité de Selecção a "estar a altura da solene missão que lhe foi incumbida pelo Estado", qualificando a escolha do primeiro chefe-executivo da RAEM como "um passo crucial para o fim do governo colonial estrangeiro sobre Macau".
O chefe do primeiro governo chinês de Macau deverá ser escolhido já em Maio, sete meses antes da administração do território passar para a China.
Macau será integrado na Republica Popular da China diz 20 de Dezembro, com o mesmo estatuto de Hong Kong e também segundo a formula "um país, dois sistemas", que permitirá a manutenção do capitalismo e do "estilo de vida" existente no território.
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