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Covid-19: Prioridade à biossegurança em Macau é defender interesses da China – Governo

Macau, China, 15 abr 2020 (Lusa) -- O chefe do Governo de Macau disse hoje que dar prioridade à biossegurança em Macau é defender os interesses fundamentais da China e do território, ambos envolvidos no combate e prevenção à covid-19.


"Consideramos que, partindo do ponto de vista do 'Conceito Geral da Segurança Nacional', a prevenção e o controlo eficaz da situação epidémica, agravada pela pneumonia advinda do novo tipo de coronavírus, a salvaguarda da saúde e segurança da população de Macau, a retoma rápida do normal funcionamento da sociedade de Macau (...) são questões prioritárias em Macau e questões fundamentais de defesa da segurança nacional de Macau", sustentou Ho Iat Seng, numa mensagem à população.


Na data em que se assinala o Dia da Educação da Segurança Nacional, o governante da região administrativa especial chinesa sublinhou que "a biossegurança também é associada de forma crucial à vida e à saúde do povo, afetando mais a estabilidade a longo prazo do País, o que é refletido totalmente na nova pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus nos países de todo o mundo".


Razão pela qual a China "já decidiu incorporar a 'biossegurança' no sistema de segurança nacional e acelerou a construção do sistema jurídico de biossegurança e a construção dos respetivos sistemas de contingência e de garantia", acrescentou.


"Devemos também ver as ameaças à segurança do campo biológico (...) para garantir de melhor forma a segurança global do Estado e de Macau, otimizar a implementação do 'conceito geral da segurança nacional', centrado na proteção das pessoas, defendendo de forma mais eficaz os interesses fundamentais do País e de Macau", concluiu.


Macau, que registou 45 infetados desde o início do surto do novo coronavírus, não regista novos casos há quase uma semana.


Após uma primeira vaga de dez casos em fevereiro, o território esteve 40 dias sem identificar qualquer infeção. Contudo, a partir de meados de março foram identificadas mais 35 pessoas infetadas, todos casos importados. Do total de infetados, 15 já receberam alta hospitalar.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 126 mil mortos e infetou cerca de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, sendo atualmente os Estados Unidos o país com maior número de mortos (25.239) e de infetados, com quase 600 mil casos confirmados.


O número total de infetados na China desde o início da pandemia é de 82.295, dos quais 3.342 morreram e, até ao momento, 77.816 pessoas tiveram alta.



JMC // EJ


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