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Covid-19: Roménia aplica restrições à entrada de estrangeiros no país

Bucareste, 21 mar 2020 (Lusa) -- O Governo da Roménia proibiu hoje a entrada de estrangeiros no país, com algumas exceções, para tentar limitar a propagação do novo coronavírus no seu território.


"Cidadãos estrangeiros e apátridas estão interditos de entrar na Roménia por qualquer ponto de entrada" afirmou o ministro do Interior, Marcel Vela, num discurso citado pela agência France-Presse.


O ministro acrescentou que serão feitas exceções para os que pretenderem atravessar o país através de corredores de passagem definidos com os países vizinhos.


Um dos exemplos dado pelo governante foi o da Hungria, que esta semana limitou também a entrada de estrangeiros, mas autorizou a passagem de romenos que regressavam da Europa ocidental.


A Roménia vai também abrir exceções para diplomatas que viajem por razões profissionais ou que tenham familiares próximos a residir no país ou por razões humanitárias.


O Governo romeno anunciou também novas medidas para conter a propagação, incluindo o encerramento de clínicas de dentistas, a proibição da participação em cultos religiosos e reuniões com mais de três pessoas.


Casamentos e funerais passam a estar limitados à presença de oito pessoas.


As autoridades romenas estabeleceram também um recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00, embora tal não seja aplicado a quem trabalha durante a noite.


Atualmente, a Roménia contabiliza 367 casos de infeção pelo novo coronavírus detetados em testes realizados a quase 9.000 pessoas, sem o registo de qualquer morte.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 290 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 12.700 morreram.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.


O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.825 mortos (mais 793 do que na sexta-feira) em 53.578 casos (mais 6.557, um recorde em 24 horas). Segundo as autoridades italianas, 6.062 dos infetados já estão curados.


A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.008 casos, tendo sido registados 3.255 mortes e 71.740 pessoas curadas.


Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são o Irão, com 1.556 mortes num total de 20.610 casos, a Espanha, com 1.236 mortes (24.926 casos), a França, com 562 mortes (14.459 casos), e os Estados Unidos, com 260 mortes (19.624 casos).


Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.


 


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Lusa/Fim