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Covid-19: Universidades angolanas sem aulas a partir da próxima terça-feira

 Luanda, 19 mar 2020 (Lusa) -- As universidades angolanas vão suspender as aulas a partir de 24 de março, por um período de 15 dias prorrogável automaticamente, para evitar a propagação da pandemia de Covid-19, segundo um decreto ministerial.


O decreto executivo, a que a Lusa teve acesso, assinado pela ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, determina a suspensão das atividades letivas nas instituições do ensino superior públicas, privadas e público-privadas.


Durante esta suspensão, os estudantes devem realizar trabalhos académicos determinados pelas instituições.


O diploma surge na sequência do decreto presidencial provisório publicado na quarta-feira e que determina várias medidas excecionais para travar a propagação da doença, incluindo fecho de fronteiras a partir das 00:00 de 20 de março e proibição de eventos com aglomerados de mais de 200 pessoas.


O Ministério da Educação de Angola determinou hoje a aplicação de medida idêntica, a partir de 24 de março, para as instituições de ensino nos subsistemas públicos e privados de educação pré-escolar, ensino geral, ensino secundário técnico-profissional, ensino secundário pedagógico e da educação de adultos.


Numa mensagem transmitida pela televisão pública angolana, TPA, na quarta-feira, o Presidente angolano, João Lourenço, explicou o "quadro preocupante" que obrigou o Governo a tomar "medidas excecionais que permitam controlar o impacto negativo da pandemia a nível nacional e os seus efeitos na vida dos cidadãos".


Face à infeção causada pelo novo coronavírus, pela alta taxa de mortalidade associada e impacto social e económico negativo em todo o mundo, o Presidente angolano decretou a suspensão de todos os voos comerciais e privados de passageiros de e para Angola e interditou a circulação de pessoas nas fronteiras terrestres, bem como a atracagem e desembarque de navios de passageiros e respetivas tripulações provenientes do exterior, em todos os portos nacionais, por 15 dias, a partir das 00:00 de sexta-feira.


Este prazo é prorrogável por igual período de tempo em função do comportamento global da pandemia de Covid-19.


Os passageiros que desembarcarem nos aeroportos nacionais até às 00:00 de 20 de março terão de preencher um formulário para o controlo sanitário obrigatório e ficar em casa por um período de 14 dias.


A medida de suspensão de fronteiras não abrange voos de carga, nem os que sejam indispensáveis por razões humanitárias ou estejam ao serviço da política externa angolana.


Ficam proibidos eventos públicos com mais de 200 pessoas, incluindo cultos religiosos, atividades culturais, recreativas, desportivas, políticas, associativas, turísticas ou outras.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.


Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.


O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).


A China anunciou hoje não ter registado novas infeções locais nas últimas 24 horas, o que acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. No entanto registou 34 novos casos importados.


No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.614 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.


Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.


 


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Lusa/Fim