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Covid-19: Banco central da África do Sul desce taxa de juro e prevê recessão de 0,2%

Joanesburgo, 19 mar 2020 (Lusa) -- O banco central da África do Sul desceu hoje a taxa de juro de referência em 100 pontos-base, para 5,25%, e alertou que a pandemia de Covid-19 vai originar uma recessão de 0,2% este ano.


"Este coronavírus afetará negativamente o crescimento económico mundial, bem como o crescimento nacional durante o primeiro semestre de 2020", disse a governadora do banco central da economia africana mais industrializada, Lesetja Kganyago, descendo a previsão de evolução da economia para um crescimento negativo de 0,2%.


"A epidemia de Covid-19 terá um grande impacto sanitário e social", acrescentou, sublinhando o caráter "significativamente incerto" da situação.


A pandemia é um duro golpe na África do Sul, que entrou em recessão este ano, e ameaça particularmente as suas duas principais fontes de divisas, o setor mineiro e o turismo.


A África do Sul é o país da África Subsaariana mais afetado pelo surto do noco coronavírus, que causa a doença Covid-19, com 150 casos de contaminação confirmados hoje, um número que preocupa as autoridades, que adotaram várias medidas de contenção.


Este número tem vindo a aumentar acentuadamente nos últimos dias e preocupa as autoridades do país.


"Milhões de sul-africanos estão em risco de contrair o coronavírus", reiterou hoje o Presidente, Cyril Ramaphosa, admitindo um "impacto devastador" no país.


O chefe de Estado ordenou no domingo o encerramento das escolas, a proibição de concentrações de mais de 100 pessoas e a entrada no território de cidadãos de países em risco.


O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.


Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.


Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.


O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).


A China anunciou hoje não ter registado novas infeções locais nas últimas 24 horas, o que acontece pela primeira vez desde o início da pandemia. No entanto registou 34 novos casos importados.


No total, desde o início do surto, em dezembro passado, as autoridades da China continental, que exclui Macau e Hong Kong, contabilizaram 80.894 infeções diagnosticadas, incluindo 69.614 casos que já recuperaram, enquanto o total de mortos se fixou nos 3.237.


Destaque também para o Irão, com 1.135 mortes em 17.361 casos.


Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.


 


MBA // JH


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