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Covid-19: Chipre encerra fronteiras aos não-residentes

Nicósia, 13 mar 2020 (Lusa) -- O Presidente cipriota Nicos Anastasiades anunciou hoje o encerramento das fronteiras do país por duas semanas devido à epidemia do novo coronavírus, à exceção dos não-residentes, estudantes ou empregados na ilha mediterrânica com uma economia dependente do turismo.


"A entrada [no território] é proibida por duas semanas a todo o cidadão que não seja nem cipriota, nem residente, ou que trabalhe na ilha sendo europeu ou cidadão de um outro país", disse durante uma intervenção transmitida pela televisão.


A proibição também excluiu os diplomatas e os estrangeiros que estudam em Chipre, precisou. "Os cidadãos estrangeiros podem trabalhar [na ilha] caso tenham obtido as autorizações necessárias".


A entrada na República de Chipre através dos oito pontos de passagem com a parte norte ocupada pela Turquia será também submetida às mesmas medidas. Quatro destas passagens já foram encerradas.


O Presidente apelou à população para não atravessar a "linha verde" que divide a ilha, à exceção das "deslocações essenciais", e exortou os cipriotas da diáspora a evitarem qualquer viagem a Chipre.


As escolas vão permanecer encerradas até 10 de abril, acrescentou.


Membro da União Europeia, a República de Chipre, a única entidade reconhecida pela comunidade internacional e que controla dois terços da ilha, anunciou 14 casos do novo coronavírus.


A autoproclamada República Turca de Chipre do Norte (RTCN) -- apenas reconhecida pela Turquia, que afirma ter invadido a restante parte norte da ilha em resposta a um golpe de Estado destinado a impor a união da ilha à Grécia --, anunciou cinco casos da Covid-19.


O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.300 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.


O número de infetados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.


A OMS declarou hoje que o epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) se deslocou da China para Europa, onde se situa o segundo caso mais grave, o da Itália, que anunciou 250 novas mortes, um recorde em 24 horas, e que regista 1.266 vítimas fatais.


O número de infetados em Itália, onde foi decretada quarentena em todas as regiões, é agora superior a 17.600, cerca de 2.500 mais do que na quinta-feira e praticamente metade dos quase 35 mil casos confirmados na Europa, onde se registaram perto de 1.500 mortos.


Até à meia-noite de quinta-feira (16:00 em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu para 3.176, após terem sido contabilizadas mais sete vítimas fatais. No total, o país soma 80.813 infetados.


A Comissão Nacional de Saúde informou que até à data 64.111 pessoas receberam alta após terem superado a doença.


Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.



PCR // EL


Lusa/Fim