icon-ham
haitong

Covid-19: Autoridades da Guiné-Bissau suspendem atividades com grandes aglomerações

Bissau, 12 mar 2020 (Lusa) - O Governo de Nuno Nabian, nomeado primeiro-ministro pelo autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, mandou hoje suspender a realização de atividades que possam provocar grandes aglomerações de pessoas por causa do novo coronavírus.


Num comunicado do Conselho de Ministros, distribuído hoje, o Governo determina a "suspensão de todas as atividades suscetíveis de propiciar aglomerações de pessoas, nomeadamente gamó (cerimónia religiosa muçulmana), toca-choros (cerimónia tradicional para evocar o espírito da pessoa morta), fanado (rito de iniciação à idade adulta), até à emissão de novas instruções".


O Governo de Nabian pediu também ao secretário de Estado da Comunicação Social para criar e divulgar nos órgãos de comunicação social públicos "programas informativos sobre a gravidade e as formas de prevenção do novo coronavírus".


Na Guiné-Bissau ainda não há registo de qualquer caso de Covid-19.


O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.


O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.


A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.


Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.


Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.


A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.



MSE // LFS


Lusa/fim