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Covid-19: Guiana regista primeira morte por infeção do coronavírus

San Juan, 12 mar 2020 (Lusa) - Uma cidadã, de 52 anos, da Guiana morreu num hospital público no país sul-americano devido ao novo coronavírus, informaram hoje os meios de comunicação social locais.


Segundo o Governo, a mulher - que não identificaram - morreu na quarta-feira à noite no hospital público de Georgetown, capital da Guiana.


Após o anúncio, o Presidente da Guiana, David Granger, pediu aos cidadãos que se acalmassem.


A mulher, que tinha outras patologias, chegou à Guiana no passado dia 05 de março, depois de viajar para os Estados Unidos, explicou o Governo.


No entanto, a vítima não se descolou a uma instituição médica até terça-feira.


De acordo com o relatório médico publicado hoje, os especialistas identificaram que a mulher tinha diabetes "descontrolada", que sofria de hipertensão e apresentava sintomas de gripe.


Após a sua morte, foi realizado um teste de despistagem de Covid-19, que deu positivo e confirmou que a mulher tinha sido infetada.


A infeção contraída pela mulher foi classificada como "um caso importado".


As autoridades de saúde tomaram medidas como isolar a casa da vítima mortal e entrar em contacto com as pessoas que conviveram com a mulher infetada.


O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.


O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.


A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.


Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.


Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.


A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.



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Lusa/Fim