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Hong Kong: Novo representante da China espera que cidade “volte rapidamente aos trilhos”

Pequim, 06 jan 2020 (Lusa) - O novo representante do Governo central chinês em Hong Kong afirmou hoje esperar que a região semiautónoma "volte rapidamente aos trilhos", após uma crise política sem precedentes desde o retorno da sua soberania, pelo Reino Unido, em 1997.


A China anunciou no sábado a nomeação de Luo Huining para substituir Wang Zhimin como diretor do Gabinete de Ligação em Hong Kong, na mudança mais importante feita pelas autoridades chinesas desde o início dos protestos pró-democracia em junho passado.


Luo, de 65 anos, fez hoje uma breve declaração, mas não indicou uma possível mudança na posição de Pequim face à turbulência no território.


"Nos últimos seis meses, a situação em Hong Kong quebrou o coração de todos. Esperamos sinceramente que Hong Kong possa voltar aos trilhos", disse Luo, que não respondeu às perguntas colocadas pelos jornalistas.


A cidade é palco, desde junho passado, de protestos quase diários e marcados por cenas de vandalismo e confrontos com a polícia, para denunciar a interferência de Pequim nos assuntos da região semiautónoma, e exigir reformas democráticas e uma investigação independente à alegada brutalidade policial.


Luo reconheceu o contributo "importante" da cidade para a "abertura e modernização" da China.


Numa referência velada à violência nas ruas, o responsável citou o Presidente chinês, Xi Jinping, que, no seu discurso de ano novo, questionou "como é possível as pessoas viverem e trabalharem em paz sem um ambiente harmonioso e estável".


O Gabinete de Ligação, um símbolo da presença de Pequim em Hong Kong, foi repetidamente alvo dos manifestantes.


Em julho passado, o edifício foi alvo de ovos e pedras. Pequim denunciou então os atos "absolutamente intoleráveis" e pediu que os culpados fossem punidos.


Luo Huining é o ex-secretário do Partido Comunista Chinês na província de Shanxi, centro da China.


No final de dezembro, foi promovido a vice-presidente do Comité para os Assuntos Financeiros e Económicos da Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo da China.



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