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Vantagem geográfica de Portugal deve ser aproveitada na ligação Europa-China

A vantagem geográfica de Portugal como fachada atlântica da Europa deve ser aproveitada no âmbito da cooperação entre a estratégia de conectividade europeia e a nova rota da seda chinesa, defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

Augusto Santos Silva sublinhou, em declarações à Lusa à margem da conferência "O futuro de Macau na nova China", que Portugal "é uma das fachadas atlânticas que liga a Europa ao Atlântico Sul" e pode ser aproveitada no âmbito da cooperação entre a estratégia de conetividade europeia e a nova rota da seda chinesa, também conhecida como iniciativa "Uma Faixa, Uma Rota", um ambicioso programa de infraestruturas que tem como objetivo ligar económica e comercialmente a China a 68 países, num investimento de 900 mil milhões de dólares.

O desenvolvimento do Porto de Sines é "uma das possibilidades mais evidentes" de cooperação neste domínio, adiantou o governante.

Santos Silva abordou ainda outros objetivos do relacionamento luso-chinês, nomeadamente a abertura dos mercados chineses a produtos agroalimentares, para aumentar as exportações para aquele país o que foi feito recentemente para a carne de porco congelada.

"Queremos também que o investimento chinês seja um investimento de raiz, que passe não apenas pela aquisição de ativos existentes, mas pelo lançamento de novas unidades industriais ou de serviços", continuou o governante.

Sobre a visita de Estado do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, à China - entre os dias 26 de abril e 01 de maio -, considerou que "é um momento muito alto de um relacionamento que tem sido intenso", em particular nos últimos três anos, e que deve ser aproveitado para "avançar no domínio da cooperação" económica e das parcerias já existentes em vários domínios.

A conferência "O futuro de Macau na nova China", organizada pela Agência Lusa, decorre hoje no Centro Científico e Cultural de Macau.

Raquel Rio