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Votação do orçamento e plano de atividades da Lusa adiada novamente para maio

Lisboa, 29 abr 2019 (Lusa) -- Os acionistas da Lusa, reunidos hoje em assembleia-geral, adiaram novamente a votação do orçamento e plano de atividades da empresa para 29 de maio, disse hoje o presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos.


Na reunião magna de 28 de março, os acionistas aprovaram as contas da agência, mas tinham adiado para hoje a votação do orçamento e plano de atividades de 2019, dependente de fatores externos à empresa.


Na assembleia-geral de hoje estavam pendentes três pontos: a aprovação do plano de atividades e orçamento da Lusa para este ano, a eleição de um novo administrador não executivo para o Conselho de Administração e o contrato de gestão.


"Logo no início da reunião, o acionista Estado, através da sua representante, solicitou o adiamento da assembleia porque não havia a aprovação do plano de atividades e orçamento", explicou o presidente da Lusa.


O documento encontra-se na secretaria de Estado do Tesouro, depois de ter passado "por todos os trâmites", acrescentou.


Além disso, também ainda não havia um nome final para administrador, nem contrato de gestão.


A nova assembleia-geral ficou marcada para 29 de maio, às 15:00.


Questionado sobre a razão da demora da aprovação do plano de atividades pela secretaria de Estado do Tesouro, Nicolau Santos disse não ter "nenhuma indicação" sobre isso.


Na primeira reunião da assembleia-geral foi aprovado o relatório de gestão e as contas, balanço e demonstração de resultados, o relatório anual de boas práticas do governo societário, como também a proposta de aplicação de resultados do exercício de 2018 e a apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade, tinha referido em março Nicolau Santos.


Este novo adiantamento faz com que a Lusa continue a funcionar com base no orçamento de 2018.


O plano de atividades da Lusa prevê um conjunto de investimentos para 2019 que incluem a modernização tecnológica, obras na sede e em algumas delegações e a aposta estratégica no eixo Macau-China.


"Macau foi definido por Pequim como a plataforma chinesa para ligação aos países de língua oficial portuguesa e nós somos, indiscutivelmente, a agência, a nível mundial, que tem mais-valias em relação à informação produzida nos países de língua oficial portuguesa em África. Eles estão interessados na nossa informação e nós estamos interessados em comercializar, em vender-lhes", tinha afirmado o presidente em março.


A Lusa é detida em 50,14% pelo Estado, seguindo-se acionistas privados como a Global Media Group (23,36%) ou a Impresa (22,35%), entre outros.



ALU/(PE) // EA


Lusa/Fim