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Vírus: Banco Mundial pede a todos os países para reforçarem vigilância sanitária

Washington, 03 fev 2020 (Lusa) -- O Banco Mundial pediu hoje a todos os países que "fortaleçam a vigilância sanitária e as respostas dadas" ao surto do novo coronavírus, detetado na cidade chinesa de Wuhan, e que examinem rapidamente os recursos financeiros e técnicos disponíveis.


"O Banco Mundial está a rever os recursos financeiros e técnicos que podem ser mobilizados rapidamente para apoios aos países afetados [pelo novo coronavírus]", adiantou a instituição financeira em comunicado, citado pela agência France-Presse.


A organização apelou também a todos os países que "fortaleçam a vigilância em saúde e as respostas dadas", que são "essenciais para conter a propagação" do vírus e de outros doenças "que possam surgir no futuro".


O Banco Mundial explicou que mantém conversas regulares "com parceiros internacionais para acelerar a resposta internacional" no sentido de ajudar as várias nações a "gerir esta crise global de saúde".


A China elevou hoje para 362 mortos e mais de 17 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.


Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.


A comunidade científica está a tentar encontrar uma vacina contra a pneumonia, já que as atuais não protegem contra o novo coronavírus.


A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.


As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que varia entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.


Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.



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