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Vírus: Bali rejeita acolher 17 estudantes timorenses provenientes de Wuhan — imprensa

Díli, 04 fev 2020 (Lusa) -- A administração provincial da ilha indonésia de Bali rejeitou o pedido de Timor-Leste de colocar de quarentena na ilha os 17 estudantes timorenses que estão em Wuhan, origem do surto de coronavírus, segundo a imprensa indonésia.


A decisão de rejeitar o pedido foi tomada durante uma reunião realizada pela administração na segunda-feira, refere a edição online de hoje do Jacarta Post.


"As partes relevantes na província não concordaram em conceder o pedido", disse o vice-governador de Bali, Tjokorda Oka Artha Ardana Sukawati, citado pelos jornais indonésios.


O vice-governador explicou que Timor-Leste tinha solicitado, através da Embaixada da Indonésia em Díli, apoio para colocar em quarentena em Bali os 17 estudantes que estão em Wuhan.


A recusa do pedido, explicaram as autoridades indonésias, prende-se com a decisão atual do país de restringir viagens a visitantes da China por causa do surto, suspendendo voos de e para todas as regiões da China continental.


Em Jacarta, onde participou em encontros com as autoridades indonésias sobre a fronteira terrestre entre os dois países, Xanana Gusmão -- mandatado pelo Governo para a questão das fronteiras -- referiu-se à situação dos estudantes.


Citado pela imprensa indonésia, Xanana Gusmão disse que Timor-Leste tinha pedido apoio às autoridades indonésias porque o país não tinha instalações adequadas como a Indonésia.


"Sim, porque temos que entender que não temos instalações, não temos nada. Portanto, perguntamos se podemos, como outros países", disse Xanana depois de se reunir com o ministro coordenador de Assuntos Políticos, Jurídicos e de Segurança, Mahfud Md.


Xanana disse que a assistência era muito importante para os timorenses que estão atualmente na China.


"Isto é uma questão global, não apenas de Timor-Leste e Indonésia, e acredito que, porque a Indonésia tem mais capacidades do que nós, vai ajudar-nos a superar essa situação", afirmou.


O ministro dos Negócios Estrangeiros indonésio, Retno LP Marsudi, confirmou no domingo que a Indonésia proibirá visitantes que estiveram na China nos últimos 14 dias a partir de quarta-feira.


Fonte aeroportuária confirmou que serão suspensos pelo menos 164 voos entre Bali e a China, mantendo-se 55 voos para Hong Kong e 28 para Taipei.


O surto está já a ter um impacto no setor turístico em Bali, com milhares de cancelamentos de estadas de turistas chineses, deixando, segundo a Associação Indonésia de Guias de Turismo (HPI), mais de mil guias turísticos de língua chinesa sem trabalho.


 


ASP // JH


Lusa/Fim