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Rede para veículos elétricos melhor em Macau que em Hong Kong

epa01918141 A pure electric, ie non-hybrid, 'E6' BYD (Build Your Dream) electric car is charged at a recharging facilty outside the BYD factory, Shenzhen, China, 02 November 2009. The 'E6' can reach a top speed of 100 mph, do 0-60mph in 8 seconds, and can travel 250 miles off a single 8 hour charge, making it the first electric vehicle that can seriously rival its normal gasoline counterparts on crucial deciding factors for potential undecided consumers like speed and distance traveled, despite the car's obvious environmental appeal. BYD electric cars are now the fastest-selling cars in China, although the electric car manufacturing sector in China still remains largely propped up by the state.  EPA/ALEX HOFFORD

 

O presidente da comissão executiva da Companhia Elétrica de Macau (CEM) afirma que a rede de cobertura de carregamento para veículos eléctricos do território está “muito melhor” que a da vizinha Hong Kong.

Bernie Leong destacou que recentemente foram instaladas mais 50 estações de carregamento elétrico em Macau e que no território existem agora 172 espaços para carregar este tipo de veículos.

“Estamos muito melhor que Hong Kong” no que diz respeito à cobertura da rede de cobertura de carregamento de veículos elétricos, garantiu, sublinhando que 70% dos parques automóveis públicos disponibilizam carregamentos elétricos.

Já para este ano, o plano global da CEM passa por “otimizar as instalações de carregamento (…) apoiar o Governo no túnel de serviços comuns e promover a implementação de sistemas de geração fotovoltaica ligados à rede”, destacou o responsável durante o almoço de primavera da empresa com a imprensa.

Em 2018, segundo o responsável da CEM, o consumo de energia aumentou 2,8% em relação a 2017. Desde 2009, o consumo de energia tem registado um aumento gradual.

Nesse ano, o consumo de energia cifrou-se nos 3.654 GWh, menos 1.884 GWh do que o registado em 2018 (5.528).

Macau continua altamente dependente da energia importada da China, já que aproximadamente 90% da energia é importada do país e apenas 8,6% é criada no território, através da incineração de resíduos de Macau.

A CEM já tinha anunciado a construção central térmica no território, movida a gás natural e prevista para entrar em funcionamento em 2022, e que a longo prazo pretende produzir cerca de 50% da energia consumida em Macau, sendo que a outra metade continuará a ser importada, explicou Bernie Leong.

“Vamos continuar a ser dependentes da China e isso não é necessariamente mau”, disse.

O orçamento para o projeto está avaliado entre os 2,7 e os 3 mil milhões de patacas (entre 296 e 328,9 milhões de euros).

O responsável da CEM garantiu ainda que um dos planos para o desenvolvimento do projeto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau é a produção de energia verde e de baixo carbono e por isso “a utilização de gás natural e energia renovável deve ser acelerada”.

Atualmente, apenas 30% da energia utilizada na área da Grande Baía é de gás natural, mas Pequim ambiciona mais do que duplicar essa percentagem, disse Bernie Leong.

A Grande Baía integra, além das duas regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong, nove cidades da província de Guangdong, Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai.

O objetivo deste projeto é a criação de uma metrópole mundial, numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México.