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Órgão consultivo do Governo chinês aponta para erradicação da pobreza em 2019

epaselect epa04492890 A Chinese government supporter is seen outside Parliament House in Canberra, Australia, 17 November 2014. Chinese President Xi Jinping, who attended the G20 Leaders Summit in Brisbane, will be delivering an address to the Australian parliament on 17 November.  EPA/LUKAS COCH AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT

A sessão anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o principal órgão consultivo do Governo chinês, arrancou hoje, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, com o objetivo de construir uma "sociedade moderadamente próspera".

Wang Yang, o presidente do Comité Nacional da 13ª CCPPC, entregou o relatório de trabalho aos mais de 2.000 delegados que integram aquele órgão - empresários, académicos, membros das forças armadas e de organizações religiosas, culturais ou desportivas.

O responsável lembrou que este ano é crítico para a construção de uma "sociedade moderadamente próspera", sem pobreza extrema, o primeiro objetivo na celebração do centenário da fundação da República Popular da China.

"Construir uma sociedade moderadamente próspera é uma causa que beneficiará toda a nossa população, com mais de mil milhões de pessoas", disse Wang.

A CCPPC é uma espécie de senado, sem poderes legislativos, que visa representar a sociedade chinesa. Entre os participantes no órgão consultivo constam personalidades como o Prémio Nobel da Literatura Mo Yan ou o ator Jackie Chan.

Milhares de propostas para o futuro da China vão ser debatidas durante a reunião, que antecede o arranque da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP), o principal órgão legislativo do país, na terça-feira.

Durante a sessão da ANP, o Governo chinês estabelecerá as metas económicas e sociais para este ano.

No seu discurso inaugural, Wang Yang enalteceu "o papel" da CCPPC como um órgão "dedicado à consulta" e considerou que, em 2018, este "desempenhou a sua dupla responsabilidade: oferecer sugestões e construir consensos".

Segundo o presidente do órgão, no ano passado, os conselheiros políticos da CCPPC empenharam-se em "três batalhas críticas", contra potenciais riscos para a economia do país, a pobreza e poluição, e na promoção de um desenvolvimento de alta qualidade.

João Pimenta