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Operadora de jogo encerra ciclo de mostras públicas com exposição lusófona em Macau

Macau, China, 04 out 2019 (Lusa) -- Mais de 60 obras de artistas do bloco lusófono estão à vista, a partir de hoje, no Grand Lisboa, um dos casinos explorados pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM) que encerra hoje um ciclo de exposições.


"Autores Lusófonos na coleção da fundação PLMJ" fecha a série de mostras que a SJM promoveu este ano no âmbito de um festival de arte que o Governo lançou em conjunto com as operadoras de jogo, num orçamento global de 3,8 milhões de euros.


Com curadoria de Paulo Corte-Real, a exposição apresenta obras do acervo da fundação PLMJ, uma sociedade de advogados que desenvolve uma atividade regular no setor do colecionismo e que tem colaborado com autores e artistas plásticos do mundo lusófono.


O português Pedro Cabrita Reis, o artista de Macau Tang Kuok Hou, o moçambicano Celestino Mudaulane e os angolanos Délio Jasse e Yonamine estão entre os 18 artistas representados na exposição.


Na inauguração desta tarde estiveram presentes, entre outros, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Paulo Cunha Alves, o cônsul honorário de Portugal em Hong Kong, Ambrose So, e a presidente do conselho de adminisração da SJM, Daisy Ho.


Com o apoio das concessionárias e subconcessionárias de jogo, o festival internacional Art Macau teve início oficial em junho, para se afirmar como uma nova marca cultural internacional.


A organização prometeu transformar os 'resorts' integrados, consulados (entre os quais o de Portugal) e alguns espaços públicos em 'galerias' de arte, juntando mostras de arte de artistas ocidentais e chineses.


Um dos destaques da programação foi a 2.ª Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de língua Portuguesa, para a qual foram convidados a expor artistas chineses, macaenses e portugueses em vários locais da cidade.


A Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho, opera 22 casinos no território e planeia abrir, até ao final deste ano, o 'resort' integrado Grand Lisboa Palace, no Cotai, faixa de casinos entre as ilhas da Taipa e de Coloane.


Na quinta-feira, numa cerimónia da empresa para assinalar os 70 anos da fundação da República Popular da China, Daisy Ho declarou que a SJM vai continuar a apoiar a cultura e a educação no território e a alocar mais recursos à "educação patriótica".


Na mesma ocasião, a presidente do conselho de administração da SJM disse esperar contribuir para o objetivo do Governo de transformar Macau num centro mundial de turismo e lazer.



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