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Macau: Operadores de turismo devem adaptar-se a novas exigências

Arquivo Lusa 1999

Macau, 21 Set (Lusa) - Os operadores de turismo devem "saber adaptar-se" a novas situações emergentes das exigências dos clientes e das evoluções da tecnologia, disse hoje a presidente do Instituto de Formação Turística (IFT) de Macau, Virgínia Trigo.

A presidente do IFT, que falava após o seminário "Recursos Humanos e Desafios na Área da Formação da Indústria de Turismo e Hotelaria", sustentou que os operadores de turismo "devem ser ensinados a pensar para reagirem a novas situações que se lhes possam colocar".

Durante o seminário, cujas conclusões servirão para elaborar os programas de estudos dos cursos que o Centro de Estudos Avançados em Turismo Macau-Europa irá ministrar na região da Ásia-Pacífico, os especialistas concluíram também que as escolas de hotelaria e turismo devem acompanhar a nova mentalidade de procurar mais-valias para as empresas turísticas e não apenas ensinar a controlar os custos.

"Muitas vezes é preferível deixar as pessoas tomarem o pequeno almoço nos hotéis - mesmo que isso seja de graça - se isso representar que o hotel poupa no controlo dos custos e ganha mais-valias e cativa mais clientes", referiu.

Virgínia Trigo disse também que as conclusões do seminário apontam ainda para a necessidade de haver "mais interacção entre a industria turística e as escolas", tendo sido avançada uma proposta que contempla a possibilidade dos formadores trabalharem algum tempo nas empresas para que "tomem contacto directo com as necessidade".

Virgínia Trigo apontou a necessidade dos hotéis disporem de "muito mais tecnologia" para satisfazer os clientes que ocupam os seus quartos para negócios e não para prazer - uma vertente do negócio que está a crescer com maior incidência na Europa e nos Estados Unidos.

A presidente do IFT lembrou ainda que a tecnologia é "falível" e as unidades hoteleiras devem dispor de técnicos capazes de solucionar problemas que possam surgir e que sejam capazes de responder às evoluções.

Além de quatro peritos da Escola de Hotelaria The Hague, da Holanda, participaram no seminário cerca de duas dezenas de representantes de estabelecimentos hoteleiros, operadores turísticos, empresas de telecomunicações, bancos, associações nacionais de turismo e hotelaria, consultores, fornecedores de equipamento turísticos da região Ásia-Pacífico.

Lusa/Fim