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Macau: Investimento de 16 milhões de patacas na recuperação de cinco casas

Arquivo Lusa 1999

+++Por Ana Mendes Henriques, enviada da agência Lusa+++

Macau, 11 Set (Lusa) - A recuperação de cinco casas na ilha de Taipa destinadas a instalar espaços museológicos e restaurantes, um investimento de 16 milhões de patacas, do Turismo de Macau, fica  concluída este mês e a inauguração está prevista para Novembro.

A informação foi hoje divulgada pelo director do Turismo do território, Rudolfo Faustino, no decorrer de um encontro com jornalistas em Macau, durante o qual afirmou terem sido recuperados cerca de 300 edifícios classificados nos últimos cinco anos.

O projecto, que depois de concluído será entregue à câmara das ilhas, engloba a Casa de Macau, o Museu Etnográfico, o Museu das Câmaras das Ilhas, um centro de exposições temporárias e um  restaurante.

O mesmo responsável disse que, até ao fim do ano, Macau vai dispor de mais três hotéis, um dos quais a inaugurar também em Novembro, junto ao aeroporto, com 400 quartos.

Em Taipa, estão ainda em construção outras duas unidades hoteleiras, uma delas já baptizada com o nome da ilha.

Rudolfo Faustino adiantou que os nove mil quartos de que dispõe a hotelaria do território estão todos reservados para a altura da transferência de soberania de Portugal para a China, a 19 de Dezembro.

Os serviços de turismo prevêem um bom ano para o sector, que é apresentado como o motor da economia de Macau. Só nos primeiros sete meses do ano entraram no território 4,9 milhões de visitantes, um aumento homologo de 6,96 por cento.

Porém, grande parte das pessoas que se desloca a Macau não pernoita no território. Segundo Rudolfo Faustino, dos 6,9 milhões de visitantes que entraram em Macau no ano passado apenas cerca de três  milhões pernoitaram no destino.

O director dos Serviços de Turismo reconheceu que Macau "não é vendido" no exterior enquanto destino turístico, mas como um prolongamento de pacotes promocionais de Hong Kong, China e Taiwan, os principais mercados emissores para o território.

Na tentativa de captar um turismo de elite, o governo decidiu aprovar um projecto turístico-imobiliário do empresário Stanley Ho, orçado em 996 milhões de patacas, já em execução numa zona reclamada às águas entre as ilhas de Taipa e Coloane.

O empreendimento que será inaugurado em 2001, passa pela construção de uma marina, com capacidade para 150 iates, um hotel com cerca de 600 camas e um conjunto habitacional.

Questionado sobre a falta de investimento privado português em Macau, tanto Rudolfo Faustino como o secretário adjunto do governador Rocha Vieira para a comunicação turismo e cultura, Salavessa da Costa, apontaram a distancia de 18 mil quilómetros que separa o território de Portugal continental e a inexistência de ligações aéreas por parte da TAP Air Portugal.

Macau é o único território que, não sendo Estado, integra a organização mundial de turismo, um sector onde trabalha um terço da população activa e que representa 43 por cento do Produto Interno  Bruto.

Lusa/Fim