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Macau: Indicadores de saúde são excelentes, diz director regional da OMS

Arquivo Lusa 1999

Macau, 14 Set (Lusa) - O director do Gabinete Regional para o Pacífico Ocidental da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou hoje como "excelentes" os indicadores de saúde de Macau, numa reunião da instituição que teve início segunda-feira no território.

"A taxa de mortalidade infantil em Macau é de 4,8 por cada mil nascimentos, uma das mais baixas da região, além de que, com 17 médicos para cada dez mil pessoas, o território tem um dos serviços de saúde da região com melhores recursos humanos", disse Shigeru Omi na cerimónia de abertura da 50/a sessão plenária do Comité Regional para o Pacífico Ocidental da OMS.

O director do comité regional, que realçou os baixos números em Macau da mortalidade até aos cinco anos de idade, considerou ainda que "a administração portuguesa tem todas as razões para estar orgulhosa do sistema de saúde que deixa no território".

Apesar de Portugal participar pela última vez numa sessão solene do Comité Regional para o Pacífico Ocidental como potência administrante de Macau, Shigeru Omi manifestou confiança de que o território continue a ser um membro "próspero" da OMS, sob a designação de Macau-China.

O governador de Macau abriu a sessão plenária do Comité Regional para o Pacífico Ocidental com um discurso onde garante que a saúde e a educação são as principais prioridades da administração do território.

"O Governo de Macau atribui à saúde e à educação a primeira das suas prioridades política e orçamental, pelo que o sistema de saúde do território e os seus indicadores de desempenho constituem justificado motivo de orgulho para Portugal e para a comunidade residente", disse Rocha Vieira perante uma assistência de mais de 100 delegados de 37 países e territórios.

A sessão plenária regional de Macau conta com a presença de 18 ministros da saúde, incluindo os de Portugal e da China, e decorre até sexta-feira.

Durante os cinco dias de trabalho será feito o ponto de situação dos níveis de saúde e de combate às principais doença da região, como o controlo da tuberculose, além de se abordar a questão  das doenças sexualmente transmissíveis, o estatuto actual da campanha de erradicação da poliomielite no Pacífico Ocidental e o plano de intervenção regional "O tabaco ou a Saúde".

Desde 1993 que os delegados de Macau participam nas sessões plenárias do Comité Regional para o Pacífico Ocidental da OMS tendo Portugal e a China concordado em 1993 que Macau continua na organização.

Lusa/Fim