Macau/99: Último governador poderá ter estátua no território
Arquivo Lusa 1999
Macau, 09 Dez (Lusa) - Representantes de associações e clubes de Macau lançaram hoje a ideia da construção de uma estátua a Vasco Rocha Vieira para assinalar a sua condição de último governador do território.
"Parece-me absolutamente justificável e legítimo que se perpetue a memória do último governador", disse Carlos Marreiros, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau.
Autor dos monumentos a Camilo Pessanha e ao poeta macaense José "Adé" dos Santos Ferreira, colocados no Jardim dos Artistas inaugurado hoje por Rocha Vieira, Carlos Marreiros admitiu vir a executar uma estátua do último governador, respondendo a um desafio de José Manuel Rodrigues, da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM).
Salientou, no entanto, que o governo da Região Administrativa Especial de Macau "terá uma palavra a dizer" sobre o assunto.
"Estou plenamente convencido que este grupo espontâneo de instituições portuguesas de Macau a seu tempo desenvolverá as acções tendentes a encontrar um local digno para se colocar a estátua" de Rocha Vieira, referiu Marreiros.
Após cerca de 450 anos sob administração portuguesa, Macau será integrado em 20 de Dezembro na China com o estatuto de Região Administrativa Especial.
A ideia da construção de uma estátua do último governador de Macau foi lançada por representantes de associações locais ligadas à comunidade macaense durante um encontro com Rocha Vieira.
Além da Santa Casa da Misericórdia e da APIM, estiveram representados no encontro os clubes Militar, Macau e de Ténis Civil, o Montepio Oficial e as associações dos Trabalhadores da Função Pública e dos Antigos Alunos do Liceu, da Escola Comercial e do Colégio D. Bosco.
Carlos Marreiros considerou ainda que a possível homenagem a Rocha Vieira não deve ter em conta apenas a sua condição de último governador de Macau, mas também a sua acção no território.
"O general Rocha Vieira tem mostrado nos últimos anos um grande esforço no sentido de juntar as instituições portuguesas de Macau, que nem sempre lhe foram simpáticas, e vice-versa", disse.
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