Macau/99: Tudo a postos para tapar os símbolos portugueses
Arquivo Lusa 1999
Macau, 19 Dez (Lusa) - Nos edifícios públicos de Macau está tudo a postos para à meia-noite (16:00 em Lisboa) começarem a ser tapados os símbolos nacionais de Portugal, que durante vários séculos fizeram parte da vida do território.
No telhado do Leal Senado de Macau estão já dispostas três roldanas para fazer descer o pano branco que cobrirá o brasão e o nome da edilidade enquanto do outro lado da rua dois operários cortavam os mastros da sede dos Correios e Telecomunicações, onde até agora flutuavam a bandeira das quinas.
O cenário das roldanas no tecto repetia-se também no Tribunal, o antigo Palácio das Repartições, onde dois varões armados com cordas esperam para descer os panos até ao símbolo da bandeira armilar e das quinas.
Nas ruas, turistas e gente de Macau tiravam repetidas fotografias às bandeiras portuguesas e chinesas, mas as preferências iam nitidamente para o pavilhão das quinas.
"Nasci e vivi debaixo da bandeira portuguesa, toda a vida da minha família foi condicionada pela existência dessa bandeira", dizia Lino Pinto Marques no restaurante Solmar, não muito longe do Palácio da Praia Grande, à mesa com Alberto Vaz da Luz, que nem sabia a que horas a bandeira tinha descido no mastro do palácio do Governo.
"Sem dúvida que é um acontecimento especial, mas no íntimo sinto que era inevitável", concluía Alberto Vaz da Luz.
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