Macau/99: Trabalho das Câmaras Municipais “indispensável e insubstituível” – Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 14 Dez (Lusa) - O trabalho das Câmaras Municipais de Macau foi "indispensável e insubstituível" para o desenvolvimento do território, afirmou hoje o governador Rocha Vieira ao despedir-se do executivo camarário e dos membros da Assembleia Municipal da cidade.
Rocha Vieira, que durante a cerimónia foi empossado como cidadão honorário da cidade de Macau, disse também que o trabalho das duas Câmaras - Leal Senado e Câmara Municipal das Ilhas da Taipa e de Coloane - foi executado em coordenação com o governador e secretários-adjuntos, bem como com toda a Administração Pública do território.
"Não pode ser esquecido o contributo que as câmaras deram na construção, no desenvolvimento e no progresso desta terra", disse Rocha Vieira ao salientar que os municípios macaenses "têm o seu espaço próprio e tem legitimidade que (..) não vai, não pode nem deve ser esquecida".
Ao salientar que Macau é uma terra "tolerante, aberta, hospitaleira e rica", o governador admitiu que a Administração de Macau terá, "provavelmente, cometido erros" e que "não chegou tão longe como gostaria e ambicionava", mas garantiu que a Administração "cumpriu sempre as suas funções a pensar no futuro de Macau" e mantendo "profunda lealdade" ao território.
Durante o seu discurso no Salão Nobre do Leal Senado, Rocha Vieira recordou a história da edilidade, a lealdade dos homens bons do Senado que constituíram o primeiro governo da cidade e lembrou figuras ilustres da terra como Carlos Assumpção, antigo presidente da Assembleia Legislativa, e Ho Yin, ex-líder da comunidade chinesa local e pai de Edmund Ho Hau Wah.
Lembrou ainda os antigos governadores Jaime Silvério Marques e Nobre de Carvalho, todos eles cidadãos que "trabalharam muito" para o desenvolvimento de Macau.
Rocha Vieira aproveitou a oportunidade para estender aos seus secretários-adjuntos a homenagem do Leal Senado porque, disse, "partilharam responsabilidades e dificuldades" na Administração do território, e garantiu que sente "fazer parte de Macau" porque tem esta terra "na alma e no coração".
Antes de proclamar Rocha Vieira como cidadão honorário da cidade de Macau, o presidente do Leal Senado, Sales Marques, lembrou que o governador "identificou com grande clarividência as prioridades da acção governativa para o período de transição".
Durante o seu mandato, salientou Sales Marques, Rocha Vieira "foi responsável por um vasto programa de realizações que teve como principais objectivos o reforço da identidade própria de Macau, a consolidação da sua autonomia e a promoção do território como plataforma regional moderna e útil, com um papel específico, hoje e no futuro, nas relações com da China com o exterior".
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