Macau/99: Ponte Flor de Lotus vai “reforçar a utilidade” de Macau – Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 10 Dez (Lusa) - A abertura ao tráfego da Ponte Flor de Lotus vai contribuir para "reforçar a utilidade" de Macau como plataforma e como ligação entre a província chinesa de Guangdong e o resto do mundo, afirmou hoje o governador do território.
Ao falar durante a inauguração da ponte - que liga a ilha de Coloane, em Macau, e a zona económica especial chinesa de Zhuhai - Rocha Vieira considerou que a nova infraestrutura, que inclui um posto fronteiriço, também hoje inaugurado, será benéfica para o desenvolvimento económico de Macau.
"A nova ponte vai fazer com que as potencialidades do Aeroporto Internacional de Macau, que é moderno, possam também servir esta parte da China (...) que têm vindo a servir (...) mas que poderão ser aproveitadas de uma forma mais favorável", disse o governador.
Rocha Vieira, que é o último governador de Macau, desvalorizou o facto da ponte ser hoje inaugurada muito embora não seja já aberta ao tráfego.
"Ficou combinado que no fim do mês de Novembro as obras estavam prontas e deviam ser inauguradas. A parte de Macau cumpriu o calendário, fez as obras e cumpriu o que estava combinado que era inaugurar a ponte e o posto fronteiriço", disse.
O governador manifestou-se satisfeito por ter inaugurado a obra que, segundo disse, "é também fruto da cooperação e do entendimento entre Macau e as autoridades chinesas".
Instado a comentar se depois de cerca de nove anos a administrar Macau deixou algum projecto por fazer, Rocha Vieira garantiu que se o período de transição fosse mais longo a Administração portuguesa de Macau "faria outras grandes obras".
"Temos que adaptar as obras ao tempo disponível e aos objectivos que estão pensados. Julgo que para os objectivos que pensámos para Macau, para o tempo que tínhamos disponível, fizemos aquilo que tinha que ser feito e bem", concluiu.
A Ponte Flor de Lotus, em cuja inauguração participou também o chefe do executivo da futura Região Administrativa Especial de Macau, Edmund Ho Hau Wah, implicou um investimento da Administração de Macau de cerca de 82,8 milhões de patacas (1,98 milhões de contos) - correspondentes a metade do custo da obra, os outros 50 por cento foram pagos pela China.
Com 1.781 metros de comprimento e três faixas de rodagem em cada sentido, a nova infraestrutura tem capacidade para escoar 3.600 veículos por hora em cada sentido.
O posto fronteiriço da Ponte Flor de Lótus custou 97,9 milhões de patacas e possui um edifício aduaneiro, lojas francas, uma torre de acesso, duas passagens superiores para peões, dois edifícios de apoio para material apreendido e armazém, três áreas cobertas para instalação de centros de controle da Polícia Marítima e Fiscal e um bloco para instalações da Companhia de Telecomunicações de Macau.
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